E no tédio de uma vida conturbada tento me alcamar
quem me concede a calma?
Eu já não consigo enxergar teu olhar
De onde vens tanta ternura?
Como consegue ser tão forte?
Aonde conseguiu essa armadura?
Me empresta a vida, que eu já não tenho a minha
Perdi no deserto de algum lugar sórdido
Pois no frio tentei me cobrir com algumas linhas
Essas poucas linhas não foram suficeiente
E numa madrugada, morri
Morri de frio!
Como sempre morro de tudo que é existente
Agora estou aqui para implorar, de fato, uma vida
Mas serve uma metade, assim posso dividir a minha alma com outro ser
Se alguém me empresta uma, eu agradeço, só vou viver
Depois te entrego
Te entrego,mesmo sem assim querer
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