Se me pego puxada, luto contra a gravidade.
Outrora, quando me vejo sem nada que me puxe e me deparo flutuando sobre um chão que não me deixa nele pisar, fico louca.
É que preciso de um chão e quem sabe de uma gravidade.
Ou de qualquer outra força que me puxe, não necessariamente para baixo, como de fato é a gravidade, mas para qualquer outro lugar.
Qualquer coisa que me faça sentir existente.
É tão comum precisarmos de coisas que provem a nossa existêcia que nos tornamos estupídos ao ponto de querer provas concretas de nossa existêcia.
O que mostra o nosso exagerado egotismo e que de fato nos torna cada vez mais ufanos.
Entretanto minha designação não é essa, não precisa ser essa.
O que preciso mesmo é que você me veja sem eu mesma precisar me ver antes, ou que eu te veja sem, de fato, você precisar se ver. E assim tornar tudo sem muita preocupação de perfefeccionismo.
E quando digo "precisar" é que não precisamos mesmo.
Ou melhor, não preciso.
Não preciso ser o reflexo do esperado por aqueles que me rodeiam.
É que não preciso parecer sempre correta, para que a sociedade me veja como um modelo a ser seguido.As pessoas geralmente são assim, idealizam um padrão de vida correto, um pensamento correto, e um lugar correto pra se viver.
Mas o que é correto? Protágoras, um filósofo sofista da época do grande socrátes, dizia que o mundo é a medida de tudo o que existe.Para ele não haveria verdades absolutas.A verdade seria relativa a determinada pessoa, grupo social ou cultura.Ele dizia: "tal coisa é verdadeira se para mim é verdadeira". Dessa forma qualquer coisa poderia ser encarada como falsa ou verdadeira, dependendo da ótica de cada um.
Talvez seja assim que funcione, pois o correto foi criado sob a medida de regras que determinadas pessoas criaram e que tiveram que ser aceitas pela sociedade.Mas talvez o correto do meu ponto de vista é diferente do seu que é diferente do outro, e assim por diante.
Por isso que eu acho que quase tudo é ralativo, ralativo a cada caso.
Mas só acho, é a minha verdade.
Correta ou não, é verdade.
Para mim, e para qualquer outro alguém que concorde comigo.
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