quarta-feira, 25 de agosto de 2010

As horas em quem os sonhos me tomam.

Se tu vais, também vou.
Não sabemos pra onde, não sabemos quando, sabemos que vamos...
Para qualquer lugar que tem uma lua.
Mas se você preferir, qualquer lugar que exista um sol;
No entanto seríamos injustos com as estrelas;
Então qualquer lugar que existir a três coisas;
Assim juntaríamos tudo e faríamos do infinito algo que nem o tempo poderia determinar as horas. Não existiria cronometragem.
Afinal de contas, as horas não importariam naquele momento, não importariam nunca.
Daí, bolaríamos qualquer plano, mesmo que eles não tivessem em nossos planos.
E mais tarde falaríamos qualquer besteira para que o silêncio e o tédio não pairassem naquele momento em que preferíamos ficar acordados.
Já seria tarde apesar de não sabermos as horas.
Sabíamos apenas que já havia passado muito tempo.
Ninguém nunca poderia plagiar os nossos momentos.
Ninguém nunca ia saber o que tinha se passado naquele lugar que teríamos definido como infinito.
Aliás, não teríamos definido como um lugar.
Era um paraíso!
Era só o que sabíamos.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O dom que as estrelas não me concederam.

Nesses últimos dias encontrei pessoas.
Sim! Falei com elas.
Nesses últimos dias implorei centavos ao mendigo
Sim! Eu perdi tudo.

E quando digo perdi tudo, quer dizer que não tenho mais nada.
O que me acalma é as estrelas que apesar de tudo brilham a todo instante em que aparecem.
É difícil ter esse dom das estrelas.
Brilhar sempre é uma qualidade que não foi concedida aos humanos.
Dos muitos em que temos, não possuímos um único e mais intenso.
O que nos frustra quase que sempre quando não conseguimos ser perfeitos e brigamos conosco o tempo inteiro.

Eu me exijo sempre.
Eu me destruo sempre.
Mas nem sempre me tenho novamente.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Minhas ideias nunca correspodem aos fatos.

Quando acordei numa manhã nublada, me levantei e percebi que o quadro que eu sempre via na parede não estava mais lá.

Era tão lindo, porque teria sumido?

Era uma paisagem que eu não cansava de comtemplar.
O quadro revelava uma vida útopica que eu desejara ter por muito tempo.
Nesse dia em que meu quadro sumiu, eu não desejava a vida do quadro, apenas o quadro.
Nunca quis tanto apenas ver algo, quero sempre tocar, sentir, viver.

Nesse dia eu só queria ver.

Passou o dia, eu fui dormir, quando acordei o quadro ainda não estava lá.

Ele tinha realmente sumido.
Como que as coisas somem assim?
Me perguntava sempre.

Resolvi perguntar às pessoas que moravam comigo se tinham visto meu quadro. Mas elas diziam sempre que não e não lembravam de quadro nenhum.
Será que esse quadro era coisa da minha imaginação?
Não! Não é possível! Como eu veria uma coisa inexistente?
Mas o fato é que minhas ideias nunca correspodem aos fatos.
Ainda otimista e crente em confirmar a real existêcia do quadro,resolvi olhar nas fotos em que tirara no meu quarto há alguns dia atrás.

Ele não estava na foto.

Ele não estava lá.

Quis acreditar que meu quadro era tão explendor que não saíria numa pobre foto.
O meu quadro ou suposto quadro era implagiável,iresistível,magnífico,puro,mágico,imcomum.
Pena que ele só existia em uma época.

A época que a felicidade habitava em mim.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Quem me empresta uma vida?

E no tédio de uma vida conturbada tento me alcamar
quem me concede a calma?
Eu já não consigo enxergar teu olhar
De onde vens tanta ternura?
Como consegue ser tão forte?
Aonde conseguiu essa armadura?
Me empresta a vida, que eu já não tenho a minha
Perdi no deserto de algum lugar sórdido
Pois no frio tentei me cobrir com algumas linhas
Essas poucas linhas não foram suficeiente
E numa madrugada, morri
Morri de frio!
Como sempre morro de tudo que é existente
Agora estou aqui para implorar, de fato, uma vida
Mas serve uma metade, assim posso dividir a minha alma com outro ser
Se alguém me empresta uma, eu agradeço, só vou viver
Depois te entrego
Te entrego,mesmo sem assim querer

sábado, 14 de agosto de 2010

"Tal coisa é verdadeira se para mim é verdadeira."

Se me pego puxada, luto contra a gravidade.
Outrora, quando me vejo sem nada que me puxe e me deparo flutuando sobre um chão que não me deixa nele pisar, fico louca.
É que preciso de um chão e quem sabe de uma gravidade.
Ou de qualquer outra força que me puxe, não necessariamente para baixo, como de fato é a gravidade, mas para qualquer outro lugar.
Qualquer coisa que me faça sentir existente.
É tão comum precisarmos de coisas que provem a nossa existêcia que nos tornamos estupídos ao ponto de querer provas concretas de nossa existêcia.
O que mostra o nosso exagerado egotismo e que de fato nos torna cada vez mais ufanos.
Entretanto minha designação não é essa, não precisa ser essa.
O que preciso mesmo é que você me veja sem eu mesma precisar me ver antes, ou que eu te veja sem, de fato, você precisar se ver. E assim tornar tudo sem muita preocupação de perfefeccionismo.
E quando digo "precisar" é que não precisamos mesmo.
Ou melhor, não preciso.
Não preciso ser o reflexo do esperado por aqueles que me rodeiam.
É que não preciso parecer sempre correta, para que a sociedade me veja como um modelo a ser seguido.As pessoas geralmente são assim, idealizam um padrão de vida correto, um pensamento correto, e um lugar correto pra se viver.
Mas o que é correto? Protágoras, um filósofo sofista da época do grande socrátes, dizia que o mundo é a medida de tudo o que existe.Para ele não haveria verdades absolutas.A verdade seria relativa a determinada pessoa, grupo social ou cultura.Ele dizia: "tal coisa é verdadeira se para mim é verdadeira". Dessa forma qualquer coisa poderia ser encarada como falsa ou verdadeira, dependendo da ótica de cada um.
Talvez seja assim que funcione, pois o correto foi criado sob a medida de regras que determinadas pessoas criaram e que tiveram que ser aceitas pela sociedade.Mas talvez o correto do meu ponto de vista é diferente do seu que é diferente do outro, e assim por diante.
Por isso que eu acho que quase tudo é ralativo, ralativo a cada caso.
Mas só acho, é a minha verdade.
Correta ou não, é verdade.
Para mim, e para qualquer outro alguém que concorde comigo.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Chega!

É que nesse momento pensei em agir, cansei!
Cansei das teorias, e do planejamento e daquela conjugação no futuro, e dessa falta de riscos.
Cansei de prevenir, cansei de só pensar e não agir.
Agora, nesse exato momento, vou sair da teoria e vou buscar ações precisas às minhas vontades.
Chega de só pensar, chega de só querer, chega de só falar.
Também quero das pessoas, ações que me mostrem e demonstrem as teorias encondidas em suas mentes.

É que agora prefiro as ilusões!

É que por vezes pensei em dizer, mas o silêncio me toma a voz que por vezes a tenho gritante, hoje nem a tenho mais.
Nessa sombra de ilusões me vejo com os pés no chão, numa verdade intensa, embora escura.
E agora? Que prefiro as ilusões, tenho as ilusões mais lúcidas que já conheci.
O que fazer nessa crise de contradições?
O que dizer dessa mustura, dessa vontade de mudar.
É uma farsa, pois nunca mudo nesse mundo padrão.E se não mudo, me mudo desse mundo.
Mas ando em fileiras e me pego na contradição.
Me vejo no escuro e a escuridão me proporciona a claridade subentendida no meu ser e através das palavras tento esclarescer essa hipérbole de pensamentos loucos que me fazem só querer.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Desejei...

É que só por hoje desejaria algo a menos, para variar.
Sempre quero mais, o bastante para que o muito não me seja suficiente.
E por via das circuntâncias desejar menos é polêmico, pelo menos no meu ser, tão distinto ser.
Desejei menos malícia nos olhos das pessoas que captam qualquer comentário inperceptível que seja.
Desejei menos problemas, aqueles que rondam todo e qualquer individuo, sim ou não merecedor dos mesmos.
Desejei menos "porques", como de costume.
Desejei menos desejos, menos vontade de tudo.
Desejei menos pecados, mas esse desejo foi quase que fracassado.

No misterio do sem-fim equilibra-se um planeta.

Ou sempre me questiono das coisas ou as coisas me questionam.
Os porques me perseguem!
As respostas para estes porques?
Nem sempre as tenho, na verdade nunca.
As coisas que são respondidas, não passam de possibilidades, pois sempre estão em metamorfose,numa constante busca para a contrariedade e as dúvidas.
A única certeza que a ciência,por exemplo, nos deixa é que iremos ter incertezas.
Enquanto as perguntas me aparecem eu tento buscar justificativas, que me frustram porque eu mesmo sei que não sei ao certo.
Nesse mundo de incertezas, onde as busca pelo saber é mais comum do que o viver,existe um mistério inácabavel, que sempre vai ser mistério.