quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Verão passado.

Aí você volta, me toca, me solta
Aí você machuca e chora, magoa e chora, rir e chora
Muda, repete, repete, repete, promete, engana, mente
Agora você já pode ir embora
Não te prendo, você não me prende
não tenho tempo, não dá mais tempo
Nosso tempo já tinha acabado, não há nada de repente.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Ao gostar parcialmente de alguém você é parcialmente feliz, ao gostar por inteiro, você é feliz por inteiro. 
Considerando que a reciproca exista e  o possível faça jus ao sentimento, você e eu  seremos alma e corpo fundidos.
Exageradamente, inseparavelmente.
Seremos não só a fusão em questão, mas o amor desejado por todos. 
O que arrebata, que machuca e arrebata novamente.


Agora, que acordemos, e suponhamos, que o que tem vez , verdadeiramente é o parcial.
Percebemos  que o desejo  deste sonho lúcido é um exagero e nos conformamos  com o pouco que conseguimos dar de nós.
Tratamos disso como questões cotidianas e o mais trágico:  acabamos achando  que todos ao nosso redor nos dão o mínimo que podem doar de si.
A felicidade torna-se cada vez mais parcial. 

Ou você se machuca e machuca-os
ou você conforma-se e convence-os.


quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Teu corpo, com amor ou não.

Serenidade era seu sinônimo. Não acho que caberia bem começar a definição desse amor platônico, afirmando que sua beleza poderia ser comparada  a algo sobrenatural.
Iria parecer muito vazio da minha parte dizer  que seu contorno estético visual  perfeito era o que me atraia, e na verdade tudo era sustentado por um ego inflamado que em mim habitava.
 Então prefiro dizer que sua serenidade é o que me   prende a estar a olhá-la continuamente.
Olhar não, seria vazio também, é mais digno dizer que a observo continuamente. desde seus passos lentos, e seu modo de virar-se para conversar com alguém, ou talvez, seu modo cauteloso de fingir que meu olhar fixo não a intimidou somado ao seu habitual e  singelo toque dos  dedos para mexer nos fios negros do seu longo cabelo.

Qualquer detalhe é imperdível e acumulativo nos meus dias tortuosos.

Penso se já aconteceu de seu lindos olhos me fitarem sem eu perceber, e algo em mim a atraiu pelo menos 1 terço do que tudo nela me atrai.
 Penso que não sou bom o bastante para conseguir me aproximar e ver se o que eu vejo de longe é realmente muito parecido com o  que os olhos não são capazes de enxergar.
Digo que se  sua alma for tão bonita quanto o seu jeito sereno de viver, tornaria-me um ser questionador da existência da perfeição humana.

Só que ao mesmo tempo, penso que a inexistência do meu contato, e meus   olhos, sendo o unico sentido que me leva até ela não seja suficiente para despertar tamanha dor que sinto.
 Eu sei que o amor é doloroso, sei que se não sinto amor, minha dor é realmente duvidosa.

Talvez esta seja uma ferida associada a outros motivos.

Eu sou o motivo da minha dor.
Eu sou a fraqueza, a sensibilidade, e a baixa estima.
Na qual esta ultima me move a uma busca incessante pela satisfação do meu ego.
Mas posso estar enganado, se eu conseguir confirmar que existe algo de puro nesse sentimento.

Sensível à dor, sensível à alegria.

Tudo isso acabará quando ela me corresponder de alguma forma.
E mesmo reciproco ou não, minha alma pesará menos.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

"Mas que seja infinito enquanto dure."

Ele bateu a porta dos fundos pra não precisar ser interrogado nem pela sombra que vir-se a passar por ele. Deixou -me alí sem reação, e saiu sem achar que devia mais alguma explicação. Como se o protagonista desse enredo pudesse sair de cena e ,sem mais nem menos, pular fora.
Pensei se devia correr atrás daquele ser arrogante demais pra me dar o direito de perguntar e responder, se é que havia algum questionamento.
Se havia, não era importante o suficiente pra despertar nele tamanha curiosidade. (A curiosa da história sempre fui eu.).  Agora ele deve estar em uma mesa de bar contando aos seus mil e um amigos o quanto tirou um peso de suas costas. E infelizmente essa parte do diálogo só vai durar algumas breves frases, depois partirão pra qualquer assunto, menos chato do que eu como pivô.
Conhecendo-o bem, ele vai beber seus chops, e no décimo terceiro vai ser  o cara mais sentimental do mundo. Pena que não vou estar a disposição pra atender a ligações de bêbados-arrependidos-carentes. Queria poder dizer que  vou estar em uma balada com minhas amigas, me divertindo com até a pergunta do garçom pra saber se deve repor o champanhe. A verdade é que minha cama junto com meu cobertor e qualquer filme melodramático me atraem mais nesses momentos em que, se estou mal, preciso me declarar a pessoa mais triste do mundo. Eu e minhas manias de ser exagerada pra qualquer coisa.
E  o problema era exatamente esse.  Ele não era qualquer coisa, o motivo não era qualquer. E a culpa era toda dele. Sabe aquele tipo que no primeiro encontro te sugere a própria cama como lugar ideal?  É apenas uma tática: ou você é mais uma que vai dizer sim, e vai tirar a seca dele durante alguns poucos minutos de prazer ou você vai ser a que vai dar o fora e ele vai correr  atrás até o fim pra te convencer  que só sugeriu a sua cama porque é em seu quarto que ele encontra tudo que gostaria de compartilhar com um novo amor. E se você não tivesse o mesmo gosto que ele, bom pra trocar ideias, se tivesse, ótimo pra compartilha-las. O seja, ele não sairia perdendo em nenhum dos casos. Só uma idiota como eu pra achar uma tática brilhante, e me apaixonar por um babaca neste nível.
Obviamente, quando ele conseguisse te convencer, você ia ter a maior curiosidade do mundo em saber o que ele guardava em seu quarto, e claro, como  jogador experiente, iria alegar que só poderia matar sua curiosidade te levando ao local.
É neste quarto incrível que ele tem desde o Mini-Studio fotográfico, até sua coleção de filmes.
Melhor programa não haveria pra passar os fins de semana e qualquer tempo de sobra na semana do que lá. Ou aqui, melhor dizendo. Estou aqui ainda em seu quarto, olhando pra tudo nostalgicamente, e já esquecendo-me de como ele é auto-suficiente o suficiente pra sair, sendo o  protagonista, do seu próprio cenário. Tudo bem que o cenário era nosso, uma vez que estávamos juntos, mas quando não se há mais filme pra rolar, o que sobra é o lugar, bruto, e singularmente torna-se apenas dele.
Vou fazer questão de deixar minha coleção de sutiãs na sua gaveta, meu perfume em cima da penteadeira, minha escova do bob esponja, e todo e qualquer pertence que eu sei o quanto vai o deixar nostálgico no quarto que outrora era o o lugar pra pôr em prática sua tática com as gostosas.
Eu não era tão gostosa assim, na verdade, não era, e ele ficou comigo exatamente dois anos, 4 meses, 5 dias, e 50 minutos. Talvez a minha risada repentina combinasse com seu bom humor diário, e seu brigadeiro divino com meus desejos frequente por chocolate. O que não combinava era as nossos perfis de advogados, que defende até a morte algum ideário.  Era nesse ponto que ele perdia a paciência e saia como se fosse a única forma de resolver o problema.
Eu sei que dessa vez a briga foi feia, e a paciência dele se esgotou mais rápido do que de costume, mas se for como das outras mil vezes, ele vai voltar, e dizer que sou a única que ele não consegue viver sem. Vai  declamar o poema mais clichê e lindo do mundo " soneto da fidelidade" de Vinícius de Morais, seguido de um  abraço que  vai durar mais do que a briga motivadora disto.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

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E se hoje disser que preferia viver em um sonho bom, daqueles que acontecem coisas demais em um único momento?
O instante é o espaço certo entre o desejo e o prazer. A imaginação é vasta demais pra se pensar que os fatos devem ocorrer em uma ordem contínua. Então tudo se mistura. Nada é estável o suficiente pra acontecer por uma causa e merecer explicação.

Você não entende. E não precisa. 

No meu sonho, esse bom, esse que cabe em um instante, seu olhar revela uma serenidade boa de olhar de longe, assim como meus olhos permanecem livres o suficiente pra admirar os seus sem a precisão de chegar perto.

Assim prefiro olhar-te. 

O desejo é a melhor sensação, até o momento em que não for saciado. O gosto que não é sentido torna-se o melhor sabor quando imaginado.
 Seus braços, ao longe, envolve não somente a mim, mas o redor que em torno de mim encontra.

Pareces mais poderoso, e eu, mais livre. 

Poderia associar este desejo ao mesmo que tem-se ao ver uma roda gigante, daquelas iluminadas, com seus carrinhos multicoloridos, fincados em máquinas capazes de girá-los  até o mais alto que o seu olhar cabe.
Pode não ser tão alto assim, de fato, mas só o fato de  está a uma altura longe o suficiente pra ser admirado e impressionado é valido.
 Uma sensação de voar sem precisar de asas.

 O fato é que quando põe- se em  prática essa vontade de 'voar'  e seu desejo sacia, ter supostas asas  não torna-se tão divertido quanto sua imaginação abrangia.
Quando te vejo nesse sonho, você parece inviável. E assim mais desejado. Por mim.
Parece que desejos não merecem ser saciados.

 O afeto é mais bonito ao longe.

 De perto, torno-me vulnerável ao afeto necessário, e parece que ele não é tão belo assim.
É mais admirável ser livre para apreciar-te ao longe.

   De perto nada é tão apreciável.

domingo, 8 de julho de 2012

Faço do teu sorriso um abrigo.

Quando meus pés perdem a função de reis de sustentação pra outro ser, que se diz meu amor, já posso dizer que as coisa mudaram sobre mim.
 É assim que as coisas funcionam agora, parece que tudo trocou ou pelo menos foi substituído. Nunca gostei de usar o termo substituição, mas é que ultimamente algo vem sido tomado de um jeito que até meus órgãos perderam suas funções.
Parece meio profundo demais para mim que permaneci subjetivando todos os casos da vida.
Outros dias ouviria nirvana por um dia inteiro, e no entanto  já faz um tempo que preciso, antes que termine meu dia,  escutar uma velha pitada romântica exagerada nas músicas mais clichês do mundo. 
É que não posso mais afirmar como maior verdade  o trechinho de "loves a game": "love is a just a game, brooken all the same".  
Na verdade ainda não tiro sua verdade, mas é que o "apenas" desse trecho é totalmente incoerente com a sina de vida dos providos de amor, o "apenas" estraga e limita, o "apenas"é vago e triste, pelo menos pra  mim que  faço questão dos teus  olhos parados e fixos olhando pra qualquer coisa, só pra eu  poder analisar-te  com mais calma, justificando a serenidade como o principal pivô da minha análise.
 E se eu disser que preciso que você fale qualquer coisa só pra eu poder confirmar que é a tua voz que é a mais linda falando qualquer coisa, e se eu disser que prefiro que você use qualquer roupa  porque na verdade nada importa se duas coisas ainda permanecerem em ti, e é fácil de  adivinhar,  é só você lembrar de como eu tenho necessidade de pôr minhas mãos sobre ti e fazer com que teus olhos abram o máximo que puder, e seu sorriso seja o maior possível ,aquele que mostre que é isto que me faz seguir bem.
Sou a pessoa mais satisfeita do mundo quando você encosta teu rosto no meu e parece dormir, olha pra mim e parece fazer planos gigantes, mesmo sabendo como eu sou chata as vezes, e digo "não sei nem se vou tá viva daqui a duas horas".
Ando sendo a pessoa mais feliz do mundo todos os dias que percebo que você acordou e quis me desejar bom dia, e foi dormir e quis me desejar boa noite. 
É dessa forma  que percebo que eu posso ter os dias mais cansativos  e entediados do mundo, porque sei que vou dormir como uma criancinha feliz.
Hoje só vou conseguir dormir se você disser que está feliz, só vou viver se você disser que me ama como eu te amo. 




sexta-feira, 27 de abril de 2012

Não chora assim, meu bem.

"...Nos meus braços você chorou a mais linda dor, a dor da culpa, e do arrependimento. Implorou pelo amor que pensava que havia perdido, e beijou-me como nunca dantes havia me beijado, abraçou-me com a maior força do mundo, aquela força que conforta e não machuca, e chorou, e chorou e chorou..."
    Será que eu devo perdoá-lo? Nossa! Só por esse choro melancólico, ele já ganhou metade da minha sensibilidade em relação a situação. Me via perdida entre sinais e pressentimentos que apontavam para o lado oposto do meu querer.
    Porque sim, na verdade eu queria perdoá-lo só pela primeira lágrima caída em seus olhos. Mas isso não podia acontecer! É claro que não podia acontecer. Pra onde a minha velha razão estava indo? De uns tempos pra cá, parece que todas as atitudes mediantes a razão havia sido enterrada junto com aquela minha velha frustração de "o amor não existe e ponto final".
    Algo que eu não sabia havia me tomado de um jeito que eu não sabia mais responder pelas minha ações.

  Eu que nunca amei ninguém.

   Esta era a explicação clara para essa mistura de quereres e sentimentos que haviam impregnado em mim. Se o que ele tinha feito era imperdoável, Não pra mim. Por mim o abraçaria pela primeira lágrima. Mas ele sabe, ele sabe mais do que eu que isso não irá acontecer. Ele sabe do meu orgulho. Ele sabe que ele vai precisar chorar mais, me beijar mais, me abraçar mais... Até eu dizer aquela frasezinha, que mais clichê não há: "Vou pensar no seu caso."
   Só que aí que está o problema. Ele também sabe como ninguém, que quando eu pisco meus olhos ou fixo meu olhar no nada, é a prova de que o que eu disse é exatamente o contrário do que eu queria dizer. E se eu não soubesse o que dizer, provavelmente olharia em seus olhos e riria aquele riso de criancinha feliz. Como sempre.

       É assim que a situação se inverte naquele jogo de submissões:

   Outrora ele se via submetido a mim e as minha decisões, agora eu me via submissa as suas lágrimas. É claro que eu sou suspeita pra falar quando refiro-me a lágrimas de um homem. Porque pra mim, poucas coisas são tão lindas quanto ver um homem chorando. E ainda mais quando você se vê como motivo dessas lágrimas, dessa água pura de olhos sinceros, e não de qualquer homem, mas daquele que te fazia duvidar da razão.

     Tudo parecia acontecer milimetricamente como um costume rígido. 

E foi assim mesmo que aconteceu. No final o meu orgulho sede e ele sempre vence no final. O impulso é o ser mais constante do momento, as respirações são as mais ofegantes, e os olhos de ambos parecem devorar um ao outro.
    De repente aquele perfume meio suave, meio forte, meio fatal demais pra mim que me via vulnerável às coisas mais tolas do mundo, me tomou por inteira. E nossos corpos e almas confundiram-se em questão de instantes.