As tuas mil atitudes incertas me deixariam apreensivas, caso eu não te conhecesse.
Mas é que você sabe, amor...
Sei exatamente o seu próximo passo agora.
Ah! E não me chama de amor também.
Só eu sei o quanto você banaliza essa palavra.
Nos olharemos fixamente agora, mas você não vai me dizer nada.
O silêncio será destrutivo por um momento.
Só que agora você sorrir.
Seu sorriso é lindo, amor. Mas esperava mais!
Sabes bem o quanto finges bem, não é mesmo?
No entanto, eu finjo melhor.
Faço parecer que não me importo.
Faço parecer que estou feliz.
Faço parecer que está tudo indo perfeitamente bem.
Desculpa, amor.
Mas do nosso caso banalizado só eu sei sobre você.
E terminado todo o momento "feliz", queria dizer pra não me olhar mais, preferi guardar outras lembranças que não seja a do teu olhar sem expressão.
Olhos vazios, incrédulos e superficiais.
Mas como manda nosso caso, corresponderei o teu olhar.
Pode ir agora.
Deixarei as tuas interpretações sobre mim em aberto, e quando resolver me entender como eu te entendo, espero que eu ainda esteja fingindo ao dizer que não me importo.
domingo, 3 de julho de 2011
quinta-feira, 31 de março de 2011
Para quando pararmos de calcular.
No máximo, esperaria o mínimo daqueles que se mostram fronte ao perigo e se prostram contra a vontade de viver sem hesitações.
Pensaria por ultimo e por acaso nas condições que fariam de mim aquilo que qualquer ser corajoso demais possui desprezo.
Pensaria primeiro o que faria de mim o objeto de análise daqueles que busca o segredo de viver sem que as lágrimas precisem ser contadas e calculadas.
Choraria só por ironia.
E afirmaria que os meus motivos só são meus.
Pensaria,ainda primeiramente, que não preciso da tua proteção pra me assegurar mais viva.
E viveria mudando só por mudar.
Optaria por extrair de cada lugar a essência que sempre busquei nos recursos mais naturais e puros que cada lugar há de ter.
Seria irônico também.
O fato de eu querer vagar como nômade não passa de uma vontade.
Necessidade seria o ultimo caso.
Jamais direi que precisarei da tua pena. Pois não preciso de verdade.
Jamais diria que vivi a espera da liberdade.
Pois aquele que espera por esta jamais a quer por prioridade.
Foi e é da minha natureza esperar somente pelo que eu nunca fiz questão principal.
Geralmente arrisco toda a minha vida, quando aquilo que eu mais desejo está inalcançavel.
A privatização da vida é exatamente o exemplo mais claro dos pensamentos super calculados que jorram da mente humana.
Pensaria por ultimo e por acaso nas condições que fariam de mim aquilo que qualquer ser corajoso demais possui desprezo.
Pensaria primeiro o que faria de mim o objeto de análise daqueles que busca o segredo de viver sem que as lágrimas precisem ser contadas e calculadas.
Choraria só por ironia.
E afirmaria que os meus motivos só são meus.
Pensaria,ainda primeiramente, que não preciso da tua proteção pra me assegurar mais viva.
E viveria mudando só por mudar.
Optaria por extrair de cada lugar a essência que sempre busquei nos recursos mais naturais e puros que cada lugar há de ter.
Seria irônico também.
O fato de eu querer vagar como nômade não passa de uma vontade.
Necessidade seria o ultimo caso.
Jamais direi que precisarei da tua pena. Pois não preciso de verdade.
Jamais diria que vivi a espera da liberdade.
Pois aquele que espera por esta jamais a quer por prioridade.
Foi e é da minha natureza esperar somente pelo que eu nunca fiz questão principal.
Geralmente arrisco toda a minha vida, quando aquilo que eu mais desejo está inalcançavel.
A privatização da vida é exatamente o exemplo mais claro dos pensamentos super calculados que jorram da mente humana.
quarta-feira, 30 de março de 2011
Te exemplifico da forma que menos me atraíra.
Se não preciso de esforço pra te entender não há mistério em você.
Todas as tuas ações são explícitas.
Nada se subentende.
A Clareza é óbvia.
Os teus sentimentos não me interessam.
A tua fala é clichê demais pra me despertar algum tipo de atração.
Não foi a minha intenção te magoar.
Mesmo assim eu não me importo.
Não passa de alguém que soma àqueles outros velhos seres explícitos demais.
Sou fascinada pela falta de certeza.
E o excesso de clareza desanima.
Me descontenta, te torna opaco, te torna vago.
Se consigo te decifrar já não mais pensarei na tua existência como sendo algo além de um exemplo claro da falta de mistério.
Todas as tuas ações são explícitas.
Nada se subentende.
A Clareza é óbvia.
Os teus sentimentos não me interessam.
A tua fala é clichê demais pra me despertar algum tipo de atração.
Não foi a minha intenção te magoar.
Mesmo assim eu não me importo.
Não passa de alguém que soma àqueles outros velhos seres explícitos demais.
Sou fascinada pela falta de certeza.
E o excesso de clareza desanima.
Me descontenta, te torna opaco, te torna vago.
Se consigo te decifrar já não mais pensarei na tua existência como sendo algo além de um exemplo claro da falta de mistério.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Meros devaneios tolos a me torturar.
Hoje precisava que você escutasse, mesmo que não fosse ouvir.
Faço questão da tua atenção voltada para mim, assim como você diz que não presta atenção no que eu falo. Gosta apenas do jeito que organizo as minhas ideias, do jeito dos meus gestos, de um jeito que é só meu.
A sua fala é sempre:
Do jeito que você fala, de jeito nenhum, haveria rejeito.
E no que se refere ao afeto que tu me tens, ou me tinhas, isto fica em total descontrole quando você inventa de dizer essas palavras.
Palavras que reinventam em mim, a cada fala tua,uma reação diferente.
Eu sei que em você é comum. É incrível como é só em você.
Tem sempre uma fala especial para cada pessoa que diz ser especial.
Posso comparar você com a imprevisão do clima.
Posso comparar você com a minha freqüência de leitura no escuro.
Onde enxergo com mais clareza o que a luz em excesso me desfocaria.
É exatamente do jeito que você é.
Oposto e inconstante!
Nos fatos analisados, você é a polêmica que gera.
Que me gera.
E renasce em um novo ser a cada pessoa especial, que te desperta a atenção.
Atenção esta, que em cada pessoa consegue despertar um novo tipo de reação.
Do mesmo modo, na mesma paixão.
Mas eu, concordo comigo em dizer que eu sou a pessoa que mais gosto da tua inconstância.
Não que eu goste do fato de você ser assim, mas a imperfeição em algum ponto do ser, de ser, me gera uma atração.
E me gera.
A capacidade que você tem de me desfocar é intensa.
E de me gerar, é infinita.
Faço questão da tua atenção voltada para mim, assim como você diz que não presta atenção no que eu falo. Gosta apenas do jeito que organizo as minhas ideias, do jeito dos meus gestos, de um jeito que é só meu.
A sua fala é sempre:
Do jeito que você fala, de jeito nenhum, haveria rejeito.
E no que se refere ao afeto que tu me tens, ou me tinhas, isto fica em total descontrole quando você inventa de dizer essas palavras.
Palavras que reinventam em mim, a cada fala tua,uma reação diferente.
Eu sei que em você é comum. É incrível como é só em você.
Tem sempre uma fala especial para cada pessoa que diz ser especial.
Posso comparar você com a imprevisão do clima.
Posso comparar você com a minha freqüência de leitura no escuro.
Onde enxergo com mais clareza o que a luz em excesso me desfocaria.
É exatamente do jeito que você é.
Oposto e inconstante!
Nos fatos analisados, você é a polêmica que gera.
Que me gera.
E renasce em um novo ser a cada pessoa especial, que te desperta a atenção.
Atenção esta, que em cada pessoa consegue despertar um novo tipo de reação.
Do mesmo modo, na mesma paixão.
Mas eu, concordo comigo em dizer que eu sou a pessoa que mais gosto da tua inconstância.
Não que eu goste do fato de você ser assim, mas a imperfeição em algum ponto do ser, de ser, me gera uma atração.
E me gera.
A capacidade que você tem de me desfocar é intensa.
E de me gerar, é infinita.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Em coma.
A tranqüilidade que envolve o mundo passou a ficar em evidência.
Eu percebi. Todos perceberam.
As plantas não se movem porque não há ventania, não há chuva, não ha sol.
É claro que existe luz, mas é tão amena, tão quase inotável, tão quase de um jeito que parece não existir. As cores continuam lá, mas não mais exitem vida nelas.
Você pode olhar, e entrar na tranquilidade que todos em êxtase agora estranham.
Abismados com o fato de não ter do que falar. As possiblidades de expressão verbal ou artística se restrigem e se resguardam, pois tudo está em coma.
Inclusive o unico pensamento lúcido que restara pra lhes falar com os detalhes mais precisos que pôde-se observar no dia em que tudo era vago, impreciso, constante, abiótico e por fim, tranquilo.
Tranquilidade porque não houve mortes,não houve medo,não houve de quem ter medo.
As pessoas não precisavam de nada, não precisavam agir, discutir, matar ou agredir.
Isso aconteceu no dia em que o mundo morreu.
Ele estava intacto, entrentanto tudo o que o envolvia estava imposssibilitado de viver.
A tranquilidade exarcebada era preocupante. Apavorante!
Não dependia mais da vontade das pessoas,interagir ou não. O que aconteceu nesse dia foi apenas consequência do pensamento humano. Agindo ou não, os pensamentos,ou melhor, a falta de pensamentos coerentes tinham mais poder que qualquer tipo de ação. E por isso as coisas estavam indiferentes.
Para muitos, se você existe, você vive. Não penso dessa forma. Defendo a ideia de que para existir você precisa viver. Se você só existe, sinto muito, para mim estás morto. Ou em coma se for mais agradavel de saber.
É muito mais digno pensar dessa forma.
Faço parte do meu objeto de pesquisa. Te analiso, me analisando. E o ciclo de complexidade humana se torna cada vez mais grave se você pensa pouco.
Esse dia só existiu no meu pensamento. Mas existiu, pois qualquer ocorrência é irrelevante perto daquilo que podemos pensar.
Eu percebi. Todos perceberam.
As plantas não se movem porque não há ventania, não há chuva, não ha sol.
É claro que existe luz, mas é tão amena, tão quase inotável, tão quase de um jeito que parece não existir. As cores continuam lá, mas não mais exitem vida nelas.
Você pode olhar, e entrar na tranquilidade que todos em êxtase agora estranham.
Abismados com o fato de não ter do que falar. As possiblidades de expressão verbal ou artística se restrigem e se resguardam, pois tudo está em coma.
Inclusive o unico pensamento lúcido que restara pra lhes falar com os detalhes mais precisos que pôde-se observar no dia em que tudo era vago, impreciso, constante, abiótico e por fim, tranquilo.
Tranquilidade porque não houve mortes,não houve medo,não houve de quem ter medo.
As pessoas não precisavam de nada, não precisavam agir, discutir, matar ou agredir.
Isso aconteceu no dia em que o mundo morreu.
Ele estava intacto, entrentanto tudo o que o envolvia estava imposssibilitado de viver.
A tranquilidade exarcebada era preocupante. Apavorante!
Não dependia mais da vontade das pessoas,interagir ou não. O que aconteceu nesse dia foi apenas consequência do pensamento humano. Agindo ou não, os pensamentos,ou melhor, a falta de pensamentos coerentes tinham mais poder que qualquer tipo de ação. E por isso as coisas estavam indiferentes.
Para muitos, se você existe, você vive. Não penso dessa forma. Defendo a ideia de que para existir você precisa viver. Se você só existe, sinto muito, para mim estás morto. Ou em coma se for mais agradavel de saber.
É muito mais digno pensar dessa forma.
Faço parte do meu objeto de pesquisa. Te analiso, me analisando. E o ciclo de complexidade humana se torna cada vez mais grave se você pensa pouco.
Esse dia só existiu no meu pensamento. Mas existiu, pois qualquer ocorrência é irrelevante perto daquilo que podemos pensar.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Mesmisse.
Parece que as coisas estão mais calmas ao meu redor.
Dentro de mim as coisas ainda continuam em constante movimento, desorientadas e perdidas, proibidas por algo que eu não sei.É isso que mais caracteriza as minhas confusões.
Acho que vou parar o tempo, vou parar o meu tempo.
Vou deixar as coisas acontecerem, as expectativas estão me frustrando.
As pessoas estão imóveis.
Parece que os livros que eu costumava ler, perderam suas folhas.
Eles precisam ser substituídos agora.
Na verdade eu preciso parar de querer lê-los a todo custo.
Na verdade eu não posso me ver em choque com as palavras que eu já sei que vão ser ditas.
As palavras precisam ser substituídas.
Essa calma alheia nunca me contagiou, essa facilidade de lhe dar com as questões do mundo me deixa sem saber o que eu estou fazendo. Porque eu sei que as noticias são as mesmas de todos os dias, as respostas são aqueles mesmos discursos decorados, generalizados e vazios. E as pessoas continuam calmas e passivas.
Pacifismo abrupto.
Sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre
Sinta-se livre, lê-se : Aceite o mundo,seja hipocrita, aceite o mundo!
A gente pensa que é livre, poderíamos até ser se pudessemos nos rebelar contra aquilo que nos deixa insatisfeitos.
Que tal parar de brincar de democracia?
Ah! Pra que tanta insanidade?
Sinta-se livre!
Dentro de mim as coisas ainda continuam em constante movimento, desorientadas e perdidas, proibidas por algo que eu não sei.É isso que mais caracteriza as minhas confusões.
Acho que vou parar o tempo, vou parar o meu tempo.
Vou deixar as coisas acontecerem, as expectativas estão me frustrando.
As pessoas estão imóveis.
Parece que os livros que eu costumava ler, perderam suas folhas.
Eles precisam ser substituídos agora.
Na verdade eu preciso parar de querer lê-los a todo custo.
Na verdade eu não posso me ver em choque com as palavras que eu já sei que vão ser ditas.
As palavras precisam ser substituídas.
Essa calma alheia nunca me contagiou, essa facilidade de lhe dar com as questões do mundo me deixa sem saber o que eu estou fazendo. Porque eu sei que as noticias são as mesmas de todos os dias, as respostas são aqueles mesmos discursos decorados, generalizados e vazios. E as pessoas continuam calmas e passivas.
Pacifismo abrupto.
Sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre
Sinta-se livre, lê-se : Aceite o mundo,seja hipocrita, aceite o mundo!
A gente pensa que é livre, poderíamos até ser se pudessemos nos rebelar contra aquilo que nos deixa insatisfeitos.
Que tal parar de brincar de democracia?
Ah! Pra que tanta insanidade?
Sinta-se livre!
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
A minha ingenuidade é um fracasso.
Oi.
Geralmente não é assim,geralmente eu não me importo em cumprimentar ninguém.
E nas poucas vezes em que eu me importo em dizer um oi, eu não me dispesso.
Eu sei que a hora da despedida é a pior.
Por isso que eu tento não precisar iniciar uma conversa.
Eu sei que vou precisar me despedir, eu sei que isso não é bom.
Eu sei de tão pouco.
Queria saber um pouco mais de mim também...
É que fica tão difícil de enxergar o meu próprio olhar quando estou triste.
Nunca tem um espelho a minha frente nessas horas em que preciso tanto olhar pra mim mesmo e me aprofundar nos meus olhares frustrados e tristes.
Por que estou dizendo tudo isso?
Eu sei que qualquer espelho não vai me dizer nada além de refletir o vazio que preenche o meu olhar.
É. Eu sei de tão pouco.
É muita ingenuidade minha querer ser ingênua.
Preciso me acostumar ao chão, só isso.
Preciso não precisar.
Se fosse tão fácil assim, não precisaria escrever tudo isso.
Geralmente não é assim,geralmente eu não me importo em cumprimentar ninguém.
E nas poucas vezes em que eu me importo em dizer um oi, eu não me dispesso.
Eu sei que a hora da despedida é a pior.
Por isso que eu tento não precisar iniciar uma conversa.
Eu sei que vou precisar me despedir, eu sei que isso não é bom.
Eu sei de tão pouco.
Queria saber um pouco mais de mim também...
É que fica tão difícil de enxergar o meu próprio olhar quando estou triste.
Nunca tem um espelho a minha frente nessas horas em que preciso tanto olhar pra mim mesmo e me aprofundar nos meus olhares frustrados e tristes.
Por que estou dizendo tudo isso?
Eu sei que qualquer espelho não vai me dizer nada além de refletir o vazio que preenche o meu olhar.
É. Eu sei de tão pouco.
É muita ingenuidade minha querer ser ingênua.
Preciso me acostumar ao chão, só isso.
Preciso não precisar.
Se fosse tão fácil assim, não precisaria escrever tudo isso.
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