A tranqüilidade que envolve o mundo passou a ficar em evidência.
Eu percebi. Todos perceberam.
As plantas não se movem porque não há ventania, não há chuva, não ha sol.
É claro que existe luz, mas é tão amena, tão quase inotável, tão quase de um jeito que parece não existir. As cores continuam lá, mas não mais exitem vida nelas.
Você pode olhar, e entrar na tranquilidade que todos em êxtase agora estranham.
Abismados com o fato de não ter do que falar. As possiblidades de expressão verbal ou artística se restrigem e se resguardam, pois tudo está em coma.
Inclusive o unico pensamento lúcido que restara pra lhes falar com os detalhes mais precisos que pôde-se observar no dia em que tudo era vago, impreciso, constante, abiótico e por fim, tranquilo.
Tranquilidade porque não houve mortes,não houve medo,não houve de quem ter medo.
As pessoas não precisavam de nada, não precisavam agir, discutir, matar ou agredir.
Isso aconteceu no dia em que o mundo morreu.
Ele estava intacto, entrentanto tudo o que o envolvia estava imposssibilitado de viver.
A tranquilidade exarcebada era preocupante. Apavorante!
Não dependia mais da vontade das pessoas,interagir ou não. O que aconteceu nesse dia foi apenas consequência do pensamento humano. Agindo ou não, os pensamentos,ou melhor, a falta de pensamentos coerentes tinham mais poder que qualquer tipo de ação. E por isso as coisas estavam indiferentes.
Para muitos, se você existe, você vive. Não penso dessa forma. Defendo a ideia de que para existir você precisa viver. Se você só existe, sinto muito, para mim estás morto. Ou em coma se for mais agradavel de saber.
É muito mais digno pensar dessa forma.
Faço parte do meu objeto de pesquisa. Te analiso, me analisando. E o ciclo de complexidade humana se torna cada vez mais grave se você pensa pouco.
Esse dia só existiu no meu pensamento. Mas existiu, pois qualquer ocorrência é irrelevante perto daquilo que podemos pensar.
Foda!
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