Serenidade era seu sinônimo. Não acho que caberia bem começar a definição desse amor platônico, afirmando que sua beleza poderia ser comparada a algo sobrenatural.
Iria parecer muito vazio da minha parte dizer que seu contorno estético visual perfeito era o que me atraia, e na verdade tudo era sustentado por um ego inflamado que em mim habitava.
Então prefiro dizer que sua serenidade é o que me prende a estar a olhá-la continuamente.
Olhar não, seria vazio também, é mais digno dizer que a observo continuamente. desde seus passos lentos, e seu modo de virar-se para conversar com alguém, ou talvez, seu modo cauteloso de fingir que meu olhar fixo não a intimidou somado ao seu habitual e singelo toque dos dedos para mexer nos fios negros do seu longo cabelo.
Qualquer detalhe é imperdível e acumulativo nos meus dias tortuosos.
Penso se já aconteceu de seu lindos olhos me fitarem sem eu perceber, e algo em mim a atraiu pelo menos 1 terço do que tudo nela me atrai.
Penso que não sou bom o bastante para conseguir me aproximar e ver se o que eu vejo de longe é realmente muito parecido com o que os olhos não são capazes de enxergar.
Digo que se sua alma for tão bonita quanto o seu jeito sereno de viver, tornaria-me um ser questionador da existência da perfeição humana.
Só que ao mesmo tempo, penso que a inexistência do meu contato, e meus olhos, sendo o unico sentido que me leva até ela não seja suficiente para despertar tamanha dor que sinto.
Eu sei que o amor é doloroso, sei que se não sinto amor, minha dor é realmente duvidosa.
Talvez esta seja uma ferida associada a outros motivos.
Eu sou o motivo da minha dor.
Eu sou a fraqueza, a sensibilidade, e a baixa estima.
Na qual esta ultima me move a uma busca incessante pela satisfação do meu ego.
Mas posso estar enganado, se eu conseguir confirmar que existe algo de puro nesse sentimento.
Sensível à dor, sensível à alegria.
Tudo isso acabará quando ela me corresponder de alguma forma.
E mesmo reciproco ou não, minha alma pesará menos.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
"Mas que seja infinito enquanto dure."
Ele bateu a porta dos fundos pra não precisar ser interrogado nem pela sombra que vir-se a passar por ele. Deixou -me alí sem reação, e saiu sem achar que devia mais alguma explicação. Como se o protagonista desse enredo pudesse sair de cena e ,sem mais nem menos, pular fora.
Pensei se devia correr atrás daquele ser arrogante demais pra me dar o direito de perguntar e responder, se é que havia algum questionamento.
Se havia, não era importante o suficiente pra despertar nele tamanha curiosidade. (A curiosa da história sempre fui eu.). Agora ele deve estar em uma mesa de bar contando aos seus mil e um amigos o quanto tirou um peso de suas costas. E infelizmente essa parte do diálogo só vai durar algumas breves frases, depois partirão pra qualquer assunto, menos chato do que eu como pivô.
Conhecendo-o bem, ele vai beber seus chops, e no décimo terceiro vai ser o cara mais sentimental do mundo. Pena que não vou estar a disposição pra atender a ligações de bêbados-arrependidos-carentes. Queria poder dizer que vou estar em uma balada com minhas amigas, me divertindo com até a pergunta do garçom pra saber se deve repor o champanhe. A verdade é que minha cama junto com meu cobertor e qualquer filme melodramático me atraem mais nesses momentos em que, se estou mal, preciso me declarar a pessoa mais triste do mundo. Eu e minhas manias de ser exagerada pra qualquer coisa.
E o problema era exatamente esse. Ele não era qualquer coisa, o motivo não era qualquer. E a culpa era toda dele. Sabe aquele tipo que no primeiro encontro te sugere a própria cama como lugar ideal? É apenas uma tática: ou você é mais uma que vai dizer sim, e vai tirar a seca dele durante alguns poucos minutos de prazer ou você vai ser a que vai dar o fora e ele vai correr atrás até o fim pra te convencer que só sugeriu a sua cama porque é em seu quarto que ele encontra tudo que gostaria de compartilhar com um novo amor. E se você não tivesse o mesmo gosto que ele, bom pra trocar ideias, se tivesse, ótimo pra compartilha-las. O seja, ele não sairia perdendo em nenhum dos casos. Só uma idiota como eu pra achar uma tática brilhante, e me apaixonar por um babaca neste nível.
Obviamente, quando ele conseguisse te convencer, você ia ter a maior curiosidade do mundo em saber o que ele guardava em seu quarto, e claro, como jogador experiente, iria alegar que só poderia matar sua curiosidade te levando ao local.
É neste quarto incrível que ele tem desde o Mini-Studio fotográfico, até sua coleção de filmes.
Melhor programa não haveria pra passar os fins de semana e qualquer tempo de sobra na semana do que lá. Ou aqui, melhor dizendo. Estou aqui ainda em seu quarto, olhando pra tudo nostalgicamente, e já esquecendo-me de como ele é auto-suficiente o suficiente pra sair, sendo o protagonista, do seu próprio cenário. Tudo bem que o cenário era nosso, uma vez que estávamos juntos, mas quando não se há mais filme pra rolar, o que sobra é o lugar, bruto, e singularmente torna-se apenas dele.
Vou fazer questão de deixar minha coleção de sutiãs na sua gaveta, meu perfume em cima da penteadeira, minha escova do bob esponja, e todo e qualquer pertence que eu sei o quanto vai o deixar nostálgico no quarto que outrora era o o lugar pra pôr em prática sua tática com as gostosas.
Eu não era tão gostosa assim, na verdade, não era, e ele ficou comigo exatamente dois anos, 4 meses, 5 dias, e 50 minutos. Talvez a minha risada repentina combinasse com seu bom humor diário, e seu brigadeiro divino com meus desejos frequente por chocolate. O que não combinava era as nossos perfis de advogados, que defende até a morte algum ideário. Era nesse ponto que ele perdia a paciência e saia como se fosse a única forma de resolver o problema.
Eu sei que dessa vez a briga foi feia, e a paciência dele se esgotou mais rápido do que de costume, mas se for como das outras mil vezes, ele vai voltar, e dizer que sou a única que ele não consegue viver sem. Vai declamar o poema mais clichê e lindo do mundo " soneto da fidelidade" de Vinícius de Morais, seguido de um abraço que vai durar mais do que a briga motivadora disto.
Pensei se devia correr atrás daquele ser arrogante demais pra me dar o direito de perguntar e responder, se é que havia algum questionamento.
Se havia, não era importante o suficiente pra despertar nele tamanha curiosidade. (A curiosa da história sempre fui eu.). Agora ele deve estar em uma mesa de bar contando aos seus mil e um amigos o quanto tirou um peso de suas costas. E infelizmente essa parte do diálogo só vai durar algumas breves frases, depois partirão pra qualquer assunto, menos chato do que eu como pivô.
Conhecendo-o bem, ele vai beber seus chops, e no décimo terceiro vai ser o cara mais sentimental do mundo. Pena que não vou estar a disposição pra atender a ligações de bêbados-arrependidos-carentes. Queria poder dizer que vou estar em uma balada com minhas amigas, me divertindo com até a pergunta do garçom pra saber se deve repor o champanhe. A verdade é que minha cama junto com meu cobertor e qualquer filme melodramático me atraem mais nesses momentos em que, se estou mal, preciso me declarar a pessoa mais triste do mundo. Eu e minhas manias de ser exagerada pra qualquer coisa.
E o problema era exatamente esse. Ele não era qualquer coisa, o motivo não era qualquer. E a culpa era toda dele. Sabe aquele tipo que no primeiro encontro te sugere a própria cama como lugar ideal? É apenas uma tática: ou você é mais uma que vai dizer sim, e vai tirar a seca dele durante alguns poucos minutos de prazer ou você vai ser a que vai dar o fora e ele vai correr atrás até o fim pra te convencer que só sugeriu a sua cama porque é em seu quarto que ele encontra tudo que gostaria de compartilhar com um novo amor. E se você não tivesse o mesmo gosto que ele, bom pra trocar ideias, se tivesse, ótimo pra compartilha-las. O seja, ele não sairia perdendo em nenhum dos casos. Só uma idiota como eu pra achar uma tática brilhante, e me apaixonar por um babaca neste nível.
Obviamente, quando ele conseguisse te convencer, você ia ter a maior curiosidade do mundo em saber o que ele guardava em seu quarto, e claro, como jogador experiente, iria alegar que só poderia matar sua curiosidade te levando ao local.
É neste quarto incrível que ele tem desde o Mini-Studio fotográfico, até sua coleção de filmes.
Melhor programa não haveria pra passar os fins de semana e qualquer tempo de sobra na semana do que lá. Ou aqui, melhor dizendo. Estou aqui ainda em seu quarto, olhando pra tudo nostalgicamente, e já esquecendo-me de como ele é auto-suficiente o suficiente pra sair, sendo o protagonista, do seu próprio cenário. Tudo bem que o cenário era nosso, uma vez que estávamos juntos, mas quando não se há mais filme pra rolar, o que sobra é o lugar, bruto, e singularmente torna-se apenas dele.
Vou fazer questão de deixar minha coleção de sutiãs na sua gaveta, meu perfume em cima da penteadeira, minha escova do bob esponja, e todo e qualquer pertence que eu sei o quanto vai o deixar nostálgico no quarto que outrora era o o lugar pra pôr em prática sua tática com as gostosas.
Eu não era tão gostosa assim, na verdade, não era, e ele ficou comigo exatamente dois anos, 4 meses, 5 dias, e 50 minutos. Talvez a minha risada repentina combinasse com seu bom humor diário, e seu brigadeiro divino com meus desejos frequente por chocolate. O que não combinava era as nossos perfis de advogados, que defende até a morte algum ideário. Era nesse ponto que ele perdia a paciência e saia como se fosse a única forma de resolver o problema.
Eu sei que dessa vez a briga foi feia, e a paciência dele se esgotou mais rápido do que de costume, mas se for como das outras mil vezes, ele vai voltar, e dizer que sou a única que ele não consegue viver sem. Vai declamar o poema mais clichê e lindo do mundo " soneto da fidelidade" de Vinícius de Morais, seguido de um abraço que vai durar mais do que a briga motivadora disto.
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