quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Meros devaneios tolos a me torturar.

Hoje precisava que você escutasse, mesmo que não fosse ouvir.
Faço questão da tua atenção voltada para mim, assim como você diz que não presta atenção no que eu falo. Gosta apenas do jeito que organizo as minhas ideias, do jeito dos meus gestos, de um jeito que é só meu.
A sua fala é sempre:
Do jeito que você fala, de jeito nenhum, haveria rejeito.
E no que se refere ao afeto que tu me tens, ou me tinhas, isto fica em total descontrole quando você inventa de dizer essas palavras.
Palavras que reinventam em mim, a cada fala tua,uma reação diferente.
Eu sei que em você é comum. É incrível como é só em você.
Tem sempre uma fala especial para cada pessoa que diz ser especial.
Posso comparar você com a imprevisão do clima.
Posso comparar você com a minha freqüência de leitura no escuro.
Onde enxergo com mais clareza o que a luz em excesso me desfocaria.
É exatamente do jeito que você é.
Oposto e inconstante!
Nos fatos analisados, você é a polêmica que gera.
Que me gera.
E renasce em um novo ser a cada pessoa especial, que te desperta a atenção.
Atenção esta, que em cada pessoa consegue despertar um novo tipo de reação.
Do mesmo modo, na mesma paixão.
Mas eu, concordo comigo em dizer que eu sou a pessoa que mais gosto da tua inconstância.
Não que eu goste do fato de você ser assim, mas a imperfeição em algum ponto do ser, de ser, me gera uma atração.
E me gera.
A capacidade que você tem de me desfocar é intensa.
E de me gerar, é infinita.

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