segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Mesmisse.

Parece que as coisas estão mais calmas ao meu redor.
Dentro de mim as coisas ainda continuam em constante movimento, desorientadas e perdidas, proibidas por algo que eu não sei.É isso que mais caracteriza as minhas confusões.
Acho que vou parar o tempo, vou parar o meu tempo.
Vou deixar as coisas acontecerem, as expectativas estão me frustrando.

As pessoas estão imóveis.

Parece que os livros que eu costumava ler, perderam suas folhas.
Eles precisam ser substituídos agora.
Na verdade eu preciso parar de querer lê-los a todo custo.
Na verdade eu não posso me ver em choque com as palavras que eu já sei que vão ser ditas.

As palavras precisam ser substituídas.

Essa calma alheia nunca me contagiou, essa facilidade de lhe dar com as questões do mundo me deixa sem saber o que eu estou fazendo. Porque eu sei que as noticias são as mesmas de todos os dias, as respostas são aqueles mesmos discursos decorados, generalizados e vazios. E as pessoas continuam calmas e passivas.

Pacifismo abrupto.


Sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre sinta-se livre

Sinta-se livre, lê-se : Aceite o mundo,seja hipocrita, aceite o mundo!

A gente pensa que é livre, poderíamos até ser se pudessemos nos rebelar contra aquilo que nos deixa insatisfeitos.
Que tal parar de brincar de democracia?
Ah! Pra que tanta insanidade?

Sinta-se livre!

Um comentário: