quarta-feira, 28 de julho de 2010

Onde descansam os heróis da boa música?

Pra onde foram eles? Os heróis da boa música.
Porque não ficaram aqui para eu poder prestigiá-los, porque fizeram músicas sensacionais e vagaram em busca de uma vida vaga. Eles se deixaram levar pela fraqueza do ser humano e tiveram um fim trágico. Um fim que não era pra ter chegado ao fim.
Pelo menos eles nos deixaram as suas obras, as suas preciosidades, as verdadeiras composições artísticas de cantores com perfil de heróis.
Em suas músicas eles tentavam salvar o mundo, expressar toda uma poesia de qualidade infinita.
No Brasil tivemos Cazuza, Cássia Eller, Renato Russo, Raul Seixas, Tim Maia, Elis Regina, Vinicius de Morais, etc. Entre os citados tiveram alguns que morreram por outros motivos, mas enfim, morreram. E ainda tivemos os de grande prestígio internacional, como alguns integrantes do Beatles,Kurt Cobain,Janis Joplin,Michael Jackson, entre outros.
Para termos saudade do que não foi possível ver e prestigiar, ele só poderiam ser fantásticos.
Não entendo como tem cantores que são chamados de grandes sucessos, por fazerem músicas com tantas palavras obscenas, vulgares, sujas. A verdade é que eles só fazem sucesso porque tem quem aplaude, que gosta, que admira e pede mais.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Meu eu lírico incompreendido.

Hoje estava pensando em escrever, escrever pra mim. Girando em um mesmo eixo. Podendo alinhado e disciplinado parecer, mas, no entanto, assim como alguém inconstante ele parecia distante do que eu costumo viver. Aquilo que é longe, que por mais que se tente alcançar eu não consigo decifrar o que ele tem pra me dizer. Talvez nem eu saiba quem sou eu, porque se não consigo entender meus pensamentos, não consigo dizer simplesmente que sou. Tudo em mim é difícil, desde meus sentimentos até a minha fome de querer viver. Às vezes parece que luto contra mim mesma, tentando controlar as vontades que não posso ter. Tudo que eu desejo vai muito além de sonhos, desejo uma mitologia inalcançável, pouco real. Sei lá, não da pra descrever o que eu desejo, vai além da liberdade, do festejo, vai além até do amor, dito como principal sentimento, mas este ainda não consegue superar o meu pensamento.

Diversisade, irreverência, personalidade.

Admiro a diversidade e a irreverência das pessoas, cada um com um jeito de ser, e personalidades diferentes.Seria chato se as pessoas seguissem um padrão.Um grande exemplo é a moda que os estilistas estabelecem como algo que deve ser seguido.Quase que obrigatoriamente, e se você não seguir será excluído, será humilhado, em muitas das vezes.
A moda é algo passageiro,nós não precisamos gostar só do que está na moda.Acho interessante ousar nos estilos, fazer o seu estilo.Até porque, a moda é algo criado por alguém, não somos obrigados a usar só aquilo que alguém criou. Aonde fica a nossa personalidade?
Não digo que não devemos usar o que está na moda, veja bem, poderiamos aderir aquilo que gostamos realmente. E se sair da moda,e daí? você vai deixar de gostar?
Ainda com toda a diversidade das pessoas, acho que tem muita gente igual.
Só gosto da igualdade quando falamos de direitos e deveres que todo o ser humano deve ter, sem excessão e descriminação, outro problema que ronda todo o nosso planeta.
O mundo precisa de novas ideias, de novas opniões. O igualzinho demais cansa!

"Quando pudermos alterar quimicamente todos os traços indesejáveis da nossa personalidade, provavelmente perderemos a variedade que é o tempero da vida."(Lauren Slater )

sábado, 24 de julho de 2010

Pessoas sem argumentos.

Fico indignada com as pessoas que não tem argumento, e quando estão numa discussão tentam falar o mais alto possível, não deixando a outra pessoa falar.Pessoas sem argumentos são estúpidas, não conseguem usar argumentos convenientes,ou simplesmente não têm.Falo disso porque passo por isto constantemente.Em discussões ou até conversas civilizadas, mas que se tornam medíocres por causa da pessoa que eu discuto.Elas geralmente te xingam ou te interrompem para tentar se sair por cima,quando na verdade só decai mais ainda seu nível.
Tenho certeza que isso não só acontece comigo, mas com muita gente,afinal de contas, o mundo está cheio de gente fúteis e idiotas que não conseguem formular seus argumentos e azucrinam a vida das pessoas com seus gritos escandalosos.Xingar o outro revela a sua tamanha falta de educação, e falta de conhecimento, que te impossibilita de organizar idéias que correspondam ao assunto em questão.
Uma dica para as pessoas que passam por isso: Deixem esse tipo de gente falando só ou indique um bom psiquiatra,essas pessoas tem problemas.Sérios.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Só pra ficar claro.

As vezes me perguntam mesmo se eu acho que beber é uma coisa tão grave.Não, não acho, mas é que tudo em excesso se torna tão estúpido.Pelo menos as coisas ruins em excesso.Excesso é uma palavra que simboliza grandeza, algo a mais que o normal, mas no entanto é tão vago, quando se refere as coisas que não tem valor.Não sei porque as pessoas sentem tanto prazer em se destruir.Mas como já falei em alguns textos, o ser racional é mesmo complicado de analisar, entender.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Ladrões de almas.

As vezes parece que não sou eu aqui, agora, exatamente nessa hora.
O tempo já me roubou as horas e me deixou com umas migalhas de alguns segundos. Nesses segundos finais tenho que dizer tudo o que quero.
Mas não consigo cronometrar minhas palavras, pois assim vou limitá-las.
Taí uma coisa que não gosto, limite.Ter que se limitar é a pior coisa que existe.
Quando nos limitamos nos tornamos tão sem alma,fracos e normais demais.
Mas nem sei o que quero.Porque já que não sou eu agora,preciso desvendar outra alma.
Meu corpo revela uma calma, que na minha alma se confude com o ar que atravessa meu corpo, e como de praxe alguém o rouba de mim.
Minha respiração falta, e agora o que me envade é o medo.Medo de sair tão de mim e não consiguir voltar pra mim , como num sonho que por mais que tentamos correr não consiguimos chegar no lugar desejado.
Será que até minha alma roubaram?

Sentimentos e complicações de um ser "racional".

As lembranças frustram quando não são saciadas, a saudade é um peso pra quem ama.A ilusão é para aqueles que se saciam com mentiras agradáveis ,a sorte é uma lenda, assim como a perfeição é um mito, e a sabedoria é uma busca constante pra quem quer saber, quem ama precisa sofrer,quem odeia não sabe amar,quem vive não quer morrer.
É... somos cheios de vontades, de sentimentos,de emoções.Somos capazes de mudar em cada momento da vida, ficamos de acordo com a fase em que passamos, mas só se quisermos.Porque quando não queremos,continuamos em um estado fixo de emoções.Por mais que as fases passem, novas coisas surjam,não importa.Pelo menos na cabeça dos seres humanos.Quando estamos iludidos o nosso cérebro se fecha para qualquer verdade que dôa ,afinal de contas queremos acreditar que a vida é um mar de rosas e as pessoas são confiáveis sempre.Pura ilusão! Acontece principalmente quando estamos apaixonados por alguém, acreditamos que a pessoa é incapaz de nos magoar, quando na verdade, são as pessoas que mais nos magoam.Isso porque, não esperamos nada além de amor, da pessoa que estamos amando.
No começo, eu falei de pefeição, e disse que era um mito.Sim,é um mito.Quando é que vamos cair na real e perceber que nada é perfeito? Se pararmos pra pensar as flores parecem perfeitas, são lindas, cheirosas e não fazem nada de mal, afinal, ela não é racional.Mas se olharmos ao seu redor vamos encontrar espinhos, que podem nos ferir,logo, elas não são perfeitas. Esse é o maior exemplo que se pode dar.Um ser humano,por mais perfeito e sublime que possa parecer, não é perfeito.Isso porque não só temos sentimentos bons, como maus também.Só de pensarmos em fazer algo errado estamos pecando.Enfim, não existe perfeição.
Ao introduzir esse texto,citei alguns sentimentos, entre eles, o ódio.Eis o sentimento mais óstil que existe.As pessoas que odeiam não conseguem ser felizes.Pra que habitar o ódio em nós, quando este só nos torna mais imperfeitos do que já somos? É difícil mesmo de entender a cabeça de um ser racional.

A sociedade...

Eu não sou complicada, apenas não consigo me encaixar. Encaixar na normalidade, nas coisas previstas por gerações antigas. Naquilo que talvez seja o óbvio, mas pra mim as atitudes pouco prováveis são as que eu costumo ter. Preciso de um mundo mais a minha cara. Aquilo que eu vejo é uma sociedade não tão fácil de conviver. As pessoas consideram normal aquilo que é esquisito de ver. As pessoas acham normal se expor de maneira escandalosa, vulgar. As pessoas matam, roubam, estupram, enganam. Embebeda-se, fazendo com que as conseqüências se voltem para aqueles que não têm a ver com essa palhaçada, essa falta de moralidade. Se bem que nem todos nessa realidade podem falar de moral. O que eu acho normal, infelizmente não é tão real. Às vezes somos hipócritas quando falamos de moral, mas se não discutirmos sobre ela o mundo vai ficar mais perdido do que já está. A sociedade parece que não está satisfeita com a quantidade de absurdos que vêem e insiste em contribuir. Como contribuem? A partir do momento que acham lindo ficarem bêbados ao extremo e colocar em risco a vida das pessoas, a partir do momento que brincam de matar, parece que esses bandidos competem para ver quem mata mais, a partir do momento em que tornam o meio em que vivemos alvo de uma safadeza, e estupidez sem tamanho.

Querer, necessitar, evitar...

Aquilo que eu acreditava já não passava de uma mentira disfarçada, escondida. Mentira medíocre, medíocres caras. Com máscaras demasiadas de insegurança, com as mãos cheias de sangue, com poucas vestes, sem muitas palavras, poucas explicações.
Eu quero explicações.
Numa tarde de domingo, oh domingo tão monótono, vejo o horizonte tão de perto, mas não consigo tocá-lo.
Eu quero tocá-lo.
O que é aquilo? Por que a neblina tampa toda a minha visão?
Eu quero enxergar.
Só que dessa vez eu também preciso. Vem a questão da necessidade, que eu já não suporto. Queria não necessitar de coisas, apenas apreciá-las, sem muito apego, sem muita precisão.
Não queria pensar em ideologias, meus ideais são fantasiosos demais, um tanto místicos, logo, inatingíveis, surreais. É uma pena, são tão utópicos que não consigo enxergar a plenitude de alcançá-los. Essas Ideologias idealizadas, planejadas, por fim, frustradas.
Em fins trágicos, tomando por si a dor de alguém que não merecia. Chorando por alguém que agora rir de você, soprando um vento em direção contrária, apreciando uma tempestade temerosa pela maioria.
Talvez, seja esse o problema. Não faço parte da maioria.
Nem faço parte da minoria.
De onde eu faço parte afinal? O que me pertence?
Não faço parte de nada que tenha nome, faço parte do impossível, do inacreditável. Sei lá, acho que nem disso eu faço parte, porque poucas coisas me pertencem. Nada é de ninguém,assim como eu não sou de ninguém,nem eu mesmo me pertenço. Sou apenas habitante de um corpo, que vou deixar brevemente, em um futuro que eu não sei dizer. O que sei é que vai chegar. A arte de prever não me foi concedida, assim como a arte de evitar.
Tentei evitar dúvidas, tentei evitar sensações malignas e malévolas e maliciosas e sarcásticas, tentei evitar a seriedade e a tristeza e separações e pensamentos e mágoas e impulsos e palavras. Tentei evitar. E só tentei.
Precisava de mais, de mais alguma coisa que faltava só que eu não sabia o que faltava. Tentava procurar coisas que pudessem tirar essa terrível sensação de falta, e não conseguia achar, porque simplesmente era indescritível.
Mas acho que consigo dar nome pra tudo isso. Talvez seja ser humano. Nós somos seres tão complexos que somos capazes de sentir tudo ao mesmo tempo, de perceber com poucas demonstrações, de falar sem pensar, de fazer sem temer, de ver sem enxergar, de ouvir sem escutar, de amar sem querer.