Os sorrisos mais julgados como sem significado são os que mais fazem sentido na verdade.
São os que mais atraem outros sorrisos.
Os mais sujeitos a outros risos.
Os mais propícios as horas que não há mais porque falar.
Você apenas rir, e isso adquire muito mais sentido do que qualquer palavra.
Você apenas olha, você não precisa prestar atenção e no entanto você o faz involuntariamente
Analisa sem ter porque.
Quando você percebe que é muito melhor fazer tudo sem porque, sem ter precisão, sem ter significado específico.
Então você apenas sente.
Você apenas olha, você apenas rir.
domingo, 4 de março de 2012
domingo, 4 de dezembro de 2011
Coca- cola a café. Era umas das poucas coisas que eu sabia sobre ela.
- Qualquer filme assim meio triste, meio feliz, meio romântico, meio assustador. Pode ser cômico também.
Ahh! E...
- Espera. É só um filme, querida!
- Exatamente. Já que só poderemos assistir a um filme hoje, quero que tenha as características dos mais variados tipos de filmes. Essa foi a primeira resposta da mulher que deixava Francisco sempre perplexo. Sempre hipnotizado, e condicionado a olhar fixamente o que parecia ser a coisa mais importante para ele no momento. Pelo menos por essa noite.
- A resposta fora a primeira da noite.
- E continuando a conversa, Francisco se recompôs do estante em que ela tinha o deixado sem ação e prosseguiu: Meu bem, será difícil encontramos um filme tão completo. O que você acha de escolhermos filmes para esta semana e hoje assistiremos a apenas um tipo de filme.
- Tudo bem. Podemos ver um de drama.
- Nossa! Foi o único tipo que ela não tinha mencionado a principio. E era exatamente o tipo de filme que eu mais gostava. Pensou Francisco.
Então colocaram o filme.
"Trágico. Ele tinha se apegado aos detalhes"
Sim. Esse era o nome do filme.
A menina estava vidrada no filme desde o trailer, enquanto Francisco estava focado no nome do filme, embora já estivesse passando a 36 minutos.
Como me sinto estranho hoje. Não conheço essa garota há dois dias e parece que ela já tomou toda a minha atenção.
Será que ela é assim com todos? Parece ter o dom de roubar todo e qualquer momento para ser destinado a um olhar.
Aquele bem preciso, aquele que só podia ser voltado para ela.
Eu não sabia o que estava sentindo. Mas eu podia dizer o que estava pensando.
E não é fácil de errar.
O título do filme me fez voltar as 48 horas anteriores que eu tinha passado com ela. As mais incríveis 48 horas da minha vida.
Nos conhecemos em uma banca de revista.
Eu estava comprando apenas uma água.
Ela? Ah, ela estava linda.
Ela era linda.
Bem, o que ela estava fazendo na banca eu não sei dizer ao certo. Talvez ela estivesse escolhendo um daqueles livrinhos de bolso. Deduzo isso, porque sua expressão era de indecisão, e se não me engano ela estava olhando pra um desses livros.
Realmente todo e qualquer outro detalhe que não fosse o seu rosto delicado e ao mesmo tempo bastante expressivo parecia ser desprezível no momento.
Só que isso foi até eu ouvir a voz dela.
Nem muito grave, nem um pouco fina. Era única. Um sotaque que não parecia ser o meu.
Sabia. Ela só podia ser de um lugar ainda não descoberto.
Um lugar colonizado por uns feiticeiros dos bons.
Engraçado como meu pensamento ia longe. E daqui pra frente ia ser sempre assim.
Voltando ao primeiro encontro...
Preciso parar de desviar os rumos do enredo sempre que a protagonista é ela.
Caros leitores, vocês podem pensar que pude ouvir a voz dela porque me dirigi a ela.
E no entanto não foi isso que aconteceu.
Se se lembras bem o motivo pelo qual eu estava ali era sede.
E por mera coincidência ou não, ela também estava.
E foi a primeira coisa que ela tinha me pedido.
"Ah! Você pode me dar um pouco? Tou morrendo de sede e meu dinheiro acabou. Só dá pra comprar o meu livrinho, que por incrível que pareça eu ainda não consegui escolher."
E antes de dizer "Claro", soltei um risinho e fiz um comentário para impressioná-la:
- Você é uma daquelas que sobreviveria sem água com a condição de existir livros pra suprir a falta. E dei a água a ela.
- Ela não falou nada. Apenas riu e disse obrigada, devolvendo a água pra mim.
E apesar de triste por ela não ter respondido e parecer ter desprezado meu comentário, agradeci por ela ter rido.
Que sorriso! Fiquei com vontade de beijá-la.
Mas a única coisa que fiz foi convidá-la pra tomar um café. Pessoas que leem geralmente gostam de café, pensei.
Sua resposta foi: "Claro, mas você toma o café e eu tomo uma coca-cola bem gelada."
Essa menina estava me fascinando. Porque vocês não sabem, mas sou fascinado por pessoas que são o oposto do que eu penso. Misteriosas evidentemente.
-Lindo, não?
O filme tinha acabado e eu não tinha prestado atenção em nada.
Então apenas falei, me recompondo para o mundo real:
- Trágico, ele tinha se apegado os detalhes.
-Ela riu.
E como de praxe, fazia eu rir mais do que ela só pela felicidade de ter ganhado um sorriso dela.
E quando eu estava pensando que a minha necessidade era ter aquele sorriso todos os dias pra mim, ela me interrompeu, dizendo:
Foi ótimo te conhecer, Francisco.
É uma pena que não poderemos assistir os filmes dessa semana.
Irei embora hoje de madrugada. Deixei minhas malas prontas antes de vim pra cá.
- Como? Por que você não me falou nada?
- Precisava ter você pra mim por um instante, nem que fosse para assistir um drama, mas com a condição de ver você feliz. Adeus!
Foi a última resposta da noite.
Faltou chão.
A única coisa que pude pensar além de ter descoberto o porque da necessidade dos mais variados filmes em um só que ela tinha pedido de início, foi que a saudade era o mais terrível sentimento do mundo.
Comecei a sentir desde já.
O trágico é que eu tinha me apegado aos detalhes.
Ahh! E...
- Espera. É só um filme, querida!
- Exatamente. Já que só poderemos assistir a um filme hoje, quero que tenha as características dos mais variados tipos de filmes. Essa foi a primeira resposta da mulher que deixava Francisco sempre perplexo. Sempre hipnotizado, e condicionado a olhar fixamente o que parecia ser a coisa mais importante para ele no momento. Pelo menos por essa noite.
- A resposta fora a primeira da noite.
- E continuando a conversa, Francisco se recompôs do estante em que ela tinha o deixado sem ação e prosseguiu: Meu bem, será difícil encontramos um filme tão completo. O que você acha de escolhermos filmes para esta semana e hoje assistiremos a apenas um tipo de filme.
- Tudo bem. Podemos ver um de drama.
- Nossa! Foi o único tipo que ela não tinha mencionado a principio. E era exatamente o tipo de filme que eu mais gostava. Pensou Francisco.
Então colocaram o filme.
"Trágico. Ele tinha se apegado aos detalhes"
Sim. Esse era o nome do filme.
A menina estava vidrada no filme desde o trailer, enquanto Francisco estava focado no nome do filme, embora já estivesse passando a 36 minutos.
Como me sinto estranho hoje. Não conheço essa garota há dois dias e parece que ela já tomou toda a minha atenção.
Será que ela é assim com todos? Parece ter o dom de roubar todo e qualquer momento para ser destinado a um olhar.
Aquele bem preciso, aquele que só podia ser voltado para ela.
Eu não sabia o que estava sentindo. Mas eu podia dizer o que estava pensando.
E não é fácil de errar.
O título do filme me fez voltar as 48 horas anteriores que eu tinha passado com ela. As mais incríveis 48 horas da minha vida.
Nos conhecemos em uma banca de revista.
Eu estava comprando apenas uma água.
Ela? Ah, ela estava linda.
Ela era linda.
Bem, o que ela estava fazendo na banca eu não sei dizer ao certo. Talvez ela estivesse escolhendo um daqueles livrinhos de bolso. Deduzo isso, porque sua expressão era de indecisão, e se não me engano ela estava olhando pra um desses livros.
Realmente todo e qualquer outro detalhe que não fosse o seu rosto delicado e ao mesmo tempo bastante expressivo parecia ser desprezível no momento.
Só que isso foi até eu ouvir a voz dela.
Nem muito grave, nem um pouco fina. Era única. Um sotaque que não parecia ser o meu.
Sabia. Ela só podia ser de um lugar ainda não descoberto.
Um lugar colonizado por uns feiticeiros dos bons.
Engraçado como meu pensamento ia longe. E daqui pra frente ia ser sempre assim.
Voltando ao primeiro encontro...
Preciso parar de desviar os rumos do enredo sempre que a protagonista é ela.
Caros leitores, vocês podem pensar que pude ouvir a voz dela porque me dirigi a ela.
E no entanto não foi isso que aconteceu.
Se se lembras bem o motivo pelo qual eu estava ali era sede.
E por mera coincidência ou não, ela também estava.
E foi a primeira coisa que ela tinha me pedido.
"Ah! Você pode me dar um pouco? Tou morrendo de sede e meu dinheiro acabou. Só dá pra comprar o meu livrinho, que por incrível que pareça eu ainda não consegui escolher."
E antes de dizer "Claro", soltei um risinho e fiz um comentário para impressioná-la:
- Você é uma daquelas que sobreviveria sem água com a condição de existir livros pra suprir a falta. E dei a água a ela.
- Ela não falou nada. Apenas riu e disse obrigada, devolvendo a água pra mim.
E apesar de triste por ela não ter respondido e parecer ter desprezado meu comentário, agradeci por ela ter rido.
Que sorriso! Fiquei com vontade de beijá-la.
Mas a única coisa que fiz foi convidá-la pra tomar um café. Pessoas que leem geralmente gostam de café, pensei.
Sua resposta foi: "Claro, mas você toma o café e eu tomo uma coca-cola bem gelada."
Essa menina estava me fascinando. Porque vocês não sabem, mas sou fascinado por pessoas que são o oposto do que eu penso. Misteriosas evidentemente.
-Lindo, não?
O filme tinha acabado e eu não tinha prestado atenção em nada.
Então apenas falei, me recompondo para o mundo real:
- Trágico, ele tinha se apegado os detalhes.
-Ela riu.
E como de praxe, fazia eu rir mais do que ela só pela felicidade de ter ganhado um sorriso dela.
E quando eu estava pensando que a minha necessidade era ter aquele sorriso todos os dias pra mim, ela me interrompeu, dizendo:
Foi ótimo te conhecer, Francisco.
É uma pena que não poderemos assistir os filmes dessa semana.
Irei embora hoje de madrugada. Deixei minhas malas prontas antes de vim pra cá.
- Como? Por que você não me falou nada?
- Precisava ter você pra mim por um instante, nem que fosse para assistir um drama, mas com a condição de ver você feliz. Adeus!
Foi a última resposta da noite.
Faltou chão.
A única coisa que pude pensar além de ter descoberto o porque da necessidade dos mais variados filmes em um só que ela tinha pedido de início, foi que a saudade era o mais terrível sentimento do mundo.
Comecei a sentir desde já.
O trágico é que eu tinha me apegado aos detalhes.
sábado, 19 de novembro de 2011
A doce melodia de uma tragédia.
Marionetes enfeitados em demasia já não satisfazem o teatro humorístico.
Nossa peça que delimita-se entre o riso e as palmas já não encontra abrigo em nossa alma.
Quem anda agradando-a são os finais não felizes.
Notórios pela tragédia e ávido pelo não clichê.
Sorrir já não é tão divertido quanto a seriedade de um espetáculo.
A calma não é concedida dessa forma.
Será que é valido contrariar o riso e sua causa?
Acostume-se ao chão.
A moda do não clichê.
Acostume-se a brindar a tragédia de um triste final.
Acostume-se.
Ou não.
Nossa peça que delimita-se entre o riso e as palmas já não encontra abrigo em nossa alma.
Quem anda agradando-a são os finais não felizes.
Notórios pela tragédia e ávido pelo não clichê.
Sorrir já não é tão divertido quanto a seriedade de um espetáculo.
A calma não é concedida dessa forma.
Será que é valido contrariar o riso e sua causa?
Acostume-se ao chão.
A moda do não clichê.
Acostume-se a brindar a tragédia de um triste final.
Acostume-se.
Ou não.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Parou, olhou, sorriu e foi embora.
E assim se baseou o fim de um início mal começado.
O tempo decretou que apenas o breve seria propício aos casos felizes.
E mais uma vez tomou a atitude mais importuna para o momento.
Sempre escolhe ser causa e consequência do que decreta.
E mais uma vez, escolhe não pedir permissão.
Resolve praticar a não hesitação. Como eu.
Como as flores, os animais, e o mar.
Que são resolvidos pela natureza do instinto.
O amor se torna um instinto.
E extinto pela distância.
As palavras são alvo do mais forte impulso que um ser humano pode carregar.
E o sofrimento vem carregado automaticamente.
Por fim, enfim, meu bem.
Prometo que veremos o pôr e o nascer do sol, as ondas e a calmaria do mar, a qualquer dia que o tempo resolver ser solidário para com os casos felizes mal começados.
Prometo.
Fala que só por hoje você vai lembrar?
Rir e lembrar.
O tempo decretou que apenas o breve seria propício aos casos felizes.
E mais uma vez tomou a atitude mais importuna para o momento.
Sempre escolhe ser causa e consequência do que decreta.
E mais uma vez, escolhe não pedir permissão.
Resolve praticar a não hesitação. Como eu.
Como as flores, os animais, e o mar.
Que são resolvidos pela natureza do instinto.
O amor se torna um instinto.
E extinto pela distância.
As palavras são alvo do mais forte impulso que um ser humano pode carregar.
E o sofrimento vem carregado automaticamente.
Por fim, enfim, meu bem.
Prometo que veremos o pôr e o nascer do sol, as ondas e a calmaria do mar, a qualquer dia que o tempo resolver ser solidário para com os casos felizes mal começados.
Prometo.
Fala que só por hoje você vai lembrar?
Rir e lembrar.
sábado, 15 de outubro de 2011
Seria cômico se não fosse trágico.
Qual seria o nosso disfarce para hoje?
De hoje em diante programaremos a máscara perpétua da noite.
Faremos tudo sem precisar sermos notados.
Passaremos despercebidos pelas noites frias.
(Não é que eu queira enfatizar e restringir o disfarce de acordo com o clima,
mas as noites são frias, geralmente.)
Não vou criar exceções,de praxe, pra reafirmar a obviedade dos famosos ditados falsos.
Falarei apenas que a regra é o disfarce, e isto independe da situação.
Reafirmarei apenas a coisa mais notória do mundo:
As pessoas são máscaras.
E nos acostumaremos a usá-la para fazermos ironia à vida como um ato de pura reciprocidade.
Sim. Eu quis explicitar a ironia que a vida nos prega.
Nada melhor e de mais justo como um ato correspondente.
Pois, me responde você, Vida!
Me explica todas as peças que você prega, e usa-me como exemplo da tua expicação.
Seria ótimo saber as contrariedades que tu me prega a todo instante.
Percebo que é sempre.
Sempre decides mostrar que a reciprocidade é privilégio de alguns; que o amor é bonito em livros; que a tranquilidade é eterna quando estamos em frente ao mar, que poucos momentos são concededores da felicidade, e ainda existe coisas que a compram.
Tenta nos fazer acreditar que o tempo cura, e a esperança é a última que deve morrer.
- Ora, o tempo não cura.
E a contradição explica perfeitamente: "A lembrança é uma das virtudes que você, Vida, nos concede. É esse mesmo poder da memória que nos faz lembrar tudo, que por sinal, o tempo não apaga.
Logo, não cura."
A esperança, pelo contrário, deve morrer assim que se notar que o que deseja não é válido. Ela só nos frustra à proporção que é alimentada.
No caso da felicidade, a quantidade vence a qualidade. Pois vários sentimentos são capazes de anulá-la. (Por mais grandiosa que ela possa parecer, o seu papel é ser frágil e ,por isso, não duradoura.)
Quanto ao amor e a reciprocidade, concordo com a tua descrição.
Infeliz realidade!
Desculpa se não dei espaço pra você me responder.
Mas ignoro automaticamente máscaras à minha frente.
Não se esqueça que ainda posso ver sua máscara.
Pois sabes bem que a visão só é me tirada quando você tenta deixar eu me levar pelas ilusões amorosas ofuscantes da lucidez.
Engraçado como vem sempre o cidadão, com aquela velha máscara, e me diz pra esperar, falando assim:
" Pare de correr atras das explicações. Ela virá até você em forma de ações benévolas."
Mas aí vem aquela hesitação:
"Acreditar ou não em um cidadão de máscara?"
Daí me cabe responder:
"Irei esperar pessoas sem máscaras se digirem à mim. Talvez aí, meu senhor, depois disso tentarei seguir os conselhos da tal pessoa.
Enquanto isso, irei esolher minha máscara de hoje.
Escolherei, provavelmente, a que combinar mais com a noite, com a tua frieza, com a vida."
De hoje em diante programaremos a máscara perpétua da noite.
Faremos tudo sem precisar sermos notados.
Passaremos despercebidos pelas noites frias.
(Não é que eu queira enfatizar e restringir o disfarce de acordo com o clima,
mas as noites são frias, geralmente.)
Não vou criar exceções,de praxe, pra reafirmar a obviedade dos famosos ditados falsos.
Falarei apenas que a regra é o disfarce, e isto independe da situação.
Reafirmarei apenas a coisa mais notória do mundo:
As pessoas são máscaras.
E nos acostumaremos a usá-la para fazermos ironia à vida como um ato de pura reciprocidade.
Sim. Eu quis explicitar a ironia que a vida nos prega.
Nada melhor e de mais justo como um ato correspondente.
Pois, me responde você, Vida!
Me explica todas as peças que você prega, e usa-me como exemplo da tua expicação.
Seria ótimo saber as contrariedades que tu me prega a todo instante.
Percebo que é sempre.
Sempre decides mostrar que a reciprocidade é privilégio de alguns; que o amor é bonito em livros; que a tranquilidade é eterna quando estamos em frente ao mar, que poucos momentos são concededores da felicidade, e ainda existe coisas que a compram.
Tenta nos fazer acreditar que o tempo cura, e a esperança é a última que deve morrer.
- Ora, o tempo não cura.
E a contradição explica perfeitamente: "A lembrança é uma das virtudes que você, Vida, nos concede. É esse mesmo poder da memória que nos faz lembrar tudo, que por sinal, o tempo não apaga.
Logo, não cura."
A esperança, pelo contrário, deve morrer assim que se notar que o que deseja não é válido. Ela só nos frustra à proporção que é alimentada.
No caso da felicidade, a quantidade vence a qualidade. Pois vários sentimentos são capazes de anulá-la. (Por mais grandiosa que ela possa parecer, o seu papel é ser frágil e ,por isso, não duradoura.)
Quanto ao amor e a reciprocidade, concordo com a tua descrição.
Infeliz realidade!
Desculpa se não dei espaço pra você me responder.
Mas ignoro automaticamente máscaras à minha frente.
Não se esqueça que ainda posso ver sua máscara.
Pois sabes bem que a visão só é me tirada quando você tenta deixar eu me levar pelas ilusões amorosas ofuscantes da lucidez.
Engraçado como vem sempre o cidadão, com aquela velha máscara, e me diz pra esperar, falando assim:
" Pare de correr atras das explicações. Ela virá até você em forma de ações benévolas."
Mas aí vem aquela hesitação:
"Acreditar ou não em um cidadão de máscara?"
Daí me cabe responder:
"Irei esperar pessoas sem máscaras se digirem à mim. Talvez aí, meu senhor, depois disso tentarei seguir os conselhos da tal pessoa.
Enquanto isso, irei esolher minha máscara de hoje.
Escolherei, provavelmente, a que combinar mais com a noite, com a tua frieza, com a vida."
sábado, 8 de outubro de 2011
Desejo confundido.
A gente leva em conta a face e ignora a expressão
Presencia o infortúnio, e ignora
Descarta a estranheza das palavras
E prefere acreditar que a musicalidade explica
Na verdade ela desordena
Desequilibra e deslumbra
Enfim...
Fala-me excessivamente, mas nada existe na tua fala além de pretextos
Falsas-justificativas
Ouve-me, mas nada escuta verdadeiramente
Pinta, maquia, argumenta
Por fim, se contenta
Perdoa sem abraçar
Abraça sem perdoar
Presencia o infortúnio, e ignora
Descarta a estranheza das palavras
E prefere acreditar que a musicalidade explica
Na verdade ela desordena
Desequilibra e deslumbra
Enfim...
Fala-me excessivamente, mas nada existe na tua fala além de pretextos
Falsas-justificativas
Ouve-me, mas nada escuta verdadeiramente
Pinta, maquia, argumenta
Por fim, se contenta
Perdoa sem abraçar
Abraça sem perdoar
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