Sem ao menos eu saber do meu estado, ingenuamente conseguia viver felizmente, admirando um mar bipolar que parecia ter sempre dois momentos:
Deslocava-se constantemente ou não se mexia nunca, parecia estar morto ou muito vivo, mas sempre lindo aparentemente, ou agitado ou sempre calmo, mas sempre da cor do céu, ou muito morno ou muito frio, mas sempre em um tamanho incalculável, ou revelava movimentos inquietos ou imóvel permanecia, mas sempre sabia descrever exatamente minha personalidade.
No entanto em ambos os momentos, ele parecia ser o alvo do meu olhar, conseguia preencher toda a retina dos meus olhos, que preferiam não ser fotografados, que preferiam não cruzar nem um outro olhar suspeito de uma ilusão perfeita que me lembrasse qualquer tristeza ou tédio.
Fazendo do meu pensamento sempre vago o suficiente para procurar um lugar fixo que eu pudesse me abrigar.
É por isso que sempre brigo com essa insanidade de memórias que me restam, que me abalam.
E se eu pudesse apagar da memória, quiçá, um repentina amnésia?
- Não precisava olhar pro mar com a esperança de encontrar receios e inseguranças.Iria só contemplar os seus dois momentos, dois grandes momentos.
domingo, 10 de outubro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
24 horas.
Incansavelmente. Somente.
No rastro das coisas simples, pude contemplar contente a riqueza da alma das borboletas.
Essas que fazem o tempo parecer precioso, não que ele não seja.
Mas é que elas encontram nele a magia de viver apenas um dia,tem o poder de fazê-lo sempre perfeito. .
Ele não vai se voltar contra elas, não em meras 24 horas.
Deter a magia de admirar o óbvio, as cores e as formas das pequenas coisas, é sim o privilégio delas.
Esses pequenos seres que se esvaíram sob os cantos e sem a tristeza de prantos, não precisam ser socorridos.
O tempo é curto.
O dia é breve.
Eu as invejo.
A vida dessas borboletas não serão nunca uma rotina.
Elas nunca serão atingidas pela nostalgia.
Esta mesma que me atinge.
Claro que elas não sofrem, elas não sabem que vão morrer tão cedo, tão logo. ´
É que elas não sabem.
Elas só vivem.
Só!
No rastro das coisas simples, pude contemplar contente a riqueza da alma das borboletas.
Essas que fazem o tempo parecer precioso, não que ele não seja.
Mas é que elas encontram nele a magia de viver apenas um dia,tem o poder de fazê-lo sempre perfeito. .
Ele não vai se voltar contra elas, não em meras 24 horas.
Deter a magia de admirar o óbvio, as cores e as formas das pequenas coisas, é sim o privilégio delas.
Esses pequenos seres que se esvaíram sob os cantos e sem a tristeza de prantos, não precisam ser socorridos.
O tempo é curto.
O dia é breve.
Eu as invejo.
A vida dessas borboletas não serão nunca uma rotina.
Elas nunca serão atingidas pela nostalgia.
Esta mesma que me atinge.
Claro que elas não sofrem, elas não sabem que vão morrer tão cedo, tão logo. ´
É que elas não sabem.
Elas só vivem.
Só!
domingo, 19 de setembro de 2010
Sentimentos desconhecidos.
Exatamente isso, eu achava que não possuía um sentimento.
Começando pelo sentimento de posse, de querer algo tão exageradamente chegando ao ponto de querer esse tal ser para colocar na minha instante e nunca mais tirar.
Desse modo, ele não podia ser de mais ninguém.
Querer algo assim é desestimulante. Pois sabemos que as coisas e as pessoas não agem reciprocamente à nós.
É um fracasso!
Talvez seja a falta de reciproca nos sentimentos que acabam um relacionamento.Seja este amoroso ou não.
"Amar e não ser amado" é a frase mais dita pelos desconsolados amorosamente.
No entanto, foi aí que eu vi o meu egoísmo falar mais alto.
Eu estava sendo egoísta sim, a partir do momento que eu o queria só para mim e nunca mais tirar da minha instante.
Lógico, nada pode ser de ninguém completamente e sempre. É triste mas as pessoas têm que ser livres.
Elas precisam do livre arbítrio.
Não quero ser egoísta a esse ponto. Afinal seria contraditório para mim.
Eu que clamo tanto pela liberdade, eu que vejo o mundo se privar dela.
Começando pela liberdade de pensamento, e quando nos privamos do nosso pensamento, nos tornamos hipócritas.
Outro sentimento que não deveria existir, hipocrisia.
Mas retomando o pensamento de desconhecimento de sentimentos,eu falo agora que o segundo é o egoísmo.
Eu achava que não o possuía, pois ele é conseqüência do sentimento de posse que eu também desconhecia.
Fato.
Sabe por que não sabemos quem somos?
Por que há sentimentos que nascem em nós no decorrer da vida.
Há coisas que não imaginamos que podemos sentir.
E assim a nossa vida se torna uma série de descobertas e aprendizagens.
Quando falamos em uma resposta rápida quem somos nós, nos limitamos completamente.
Afinal, somos vastos e possuímos uma série de tudo, e não é um pouco de tudo.
É um muito do tudo.
Não é como responder a cor do objeto que está na nossa frente.(Tirando os daltônicos,claro.).
É muito mais abrangente e muito mais complicado de falar.
O sentimento de certeza é o mais escasso de todos.
Talvez o inexistente, porém é o sentimento que as pessoas acham que tem de sobra.
Certeza para as respostas.
Pobres iludidos.
Começando pelo sentimento de posse, de querer algo tão exageradamente chegando ao ponto de querer esse tal ser para colocar na minha instante e nunca mais tirar.
Desse modo, ele não podia ser de mais ninguém.
Querer algo assim é desestimulante. Pois sabemos que as coisas e as pessoas não agem reciprocamente à nós.
É um fracasso!
Talvez seja a falta de reciproca nos sentimentos que acabam um relacionamento.Seja este amoroso ou não.
"Amar e não ser amado" é a frase mais dita pelos desconsolados amorosamente.
No entanto, foi aí que eu vi o meu egoísmo falar mais alto.
Eu estava sendo egoísta sim, a partir do momento que eu o queria só para mim e nunca mais tirar da minha instante.
Lógico, nada pode ser de ninguém completamente e sempre. É triste mas as pessoas têm que ser livres.
Elas precisam do livre arbítrio.
Não quero ser egoísta a esse ponto. Afinal seria contraditório para mim.
Eu que clamo tanto pela liberdade, eu que vejo o mundo se privar dela.
Começando pela liberdade de pensamento, e quando nos privamos do nosso pensamento, nos tornamos hipócritas.
Outro sentimento que não deveria existir, hipocrisia.
Mas retomando o pensamento de desconhecimento de sentimentos,eu falo agora que o segundo é o egoísmo.
Eu achava que não o possuía, pois ele é conseqüência do sentimento de posse que eu também desconhecia.
Fato.
Sabe por que não sabemos quem somos?
Por que há sentimentos que nascem em nós no decorrer da vida.
Há coisas que não imaginamos que podemos sentir.
E assim a nossa vida se torna uma série de descobertas e aprendizagens.
Quando falamos em uma resposta rápida quem somos nós, nos limitamos completamente.
Afinal, somos vastos e possuímos uma série de tudo, e não é um pouco de tudo.
É um muito do tudo.
Não é como responder a cor do objeto que está na nossa frente.(Tirando os daltônicos,claro.).
É muito mais abrangente e muito mais complicado de falar.
O sentimento de certeza é o mais escasso de todos.
Talvez o inexistente, porém é o sentimento que as pessoas acham que tem de sobra.
Certeza para as respostas.
Pobres iludidos.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
...
Será que um dia você vai perceber?
Será que quando você perceber eu vou está aqui?
Eu não quero promessas falsas e muito menos uma vida de mentiras.
Você pensa que mentiras sinceras me interessam, mas está enganado como na maioria das vezes.
Você se engana sobre mim, você nunca sabe dizer algo pra mim.
O que você não sabe é que eu prefiro as verdades.
O que você não sabe é que eu prefiro a sinceridade.
Mesmo que eu as odeie, eu sei que elas me farão melhor mais tarde.
Não consigo me dizer o que está acontecendo.
O que está acontecendo?
Se eu chorar é por falta de explicações;
Se eu gritar é por falta de satisfações;
Se eu chorar é por falta de verdades agradáveis;
Uma hora sei que vou me sentir melhor, por mais que demore.
Por mais que o tempo brigue comigo a todo instante.
Por mais que eu quase nunca enxergue o óbvio e nunca enxergue o estado de inconstância que as coisas me revelam.
Essa escassez de coerência nos fatos que me rodeiam me deixa confusa.
Mas um dia você vai saber e entender o que estou dizendo.
É a minha expectativa, se você me entender está de bom tamanho.
Se você perceber é o que importa.
Os anos passam sempre tão rápidos, os momentos felizes não são tão duradouros.
Queremos sempre um pouco mais de tempo para continuar o que nos faz sentir bem.
As minhas respostas e certezas só decidem chegar quando passa muito tempo.
Ou simplesmente não decidem chegar.
A demora é uma característica daquilo que me cerca.
Ou melhor, o tempo é o alvo das minhas perturbações.
Será que quando você perceber eu vou está aqui?
Eu não quero promessas falsas e muito menos uma vida de mentiras.
Você pensa que mentiras sinceras me interessam, mas está enganado como na maioria das vezes.
Você se engana sobre mim, você nunca sabe dizer algo pra mim.
O que você não sabe é que eu prefiro as verdades.
O que você não sabe é que eu prefiro a sinceridade.
Mesmo que eu as odeie, eu sei que elas me farão melhor mais tarde.
Não consigo me dizer o que está acontecendo.
O que está acontecendo?
Se eu chorar é por falta de explicações;
Se eu gritar é por falta de satisfações;
Se eu chorar é por falta de verdades agradáveis;
Uma hora sei que vou me sentir melhor, por mais que demore.
Por mais que o tempo brigue comigo a todo instante.
Por mais que eu quase nunca enxergue o óbvio e nunca enxergue o estado de inconstância que as coisas me revelam.
Essa escassez de coerência nos fatos que me rodeiam me deixa confusa.
Mas um dia você vai saber e entender o que estou dizendo.
É a minha expectativa, se você me entender está de bom tamanho.
Se você perceber é o que importa.
Os anos passam sempre tão rápidos, os momentos felizes não são tão duradouros.
Queremos sempre um pouco mais de tempo para continuar o que nos faz sentir bem.
As minhas respostas e certezas só decidem chegar quando passa muito tempo.
Ou simplesmente não decidem chegar.
A demora é uma característica daquilo que me cerca.
Ou melhor, o tempo é o alvo das minhas perturbações.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
As horas em quem os sonhos me tomam.
Se tu vais, também vou.
Não sabemos pra onde, não sabemos quando, sabemos que vamos...
Para qualquer lugar que tem uma lua.
Mas se você preferir, qualquer lugar que exista um sol;
No entanto seríamos injustos com as estrelas;
Então qualquer lugar que existir a três coisas;
Assim juntaríamos tudo e faríamos do infinito algo que nem o tempo poderia determinar as horas. Não existiria cronometragem.
Afinal de contas, as horas não importariam naquele momento, não importariam nunca.
Daí, bolaríamos qualquer plano, mesmo que eles não tivessem em nossos planos.
E mais tarde falaríamos qualquer besteira para que o silêncio e o tédio não pairassem naquele momento em que preferíamos ficar acordados.
Já seria tarde apesar de não sabermos as horas.
Sabíamos apenas que já havia passado muito tempo.
Ninguém nunca poderia plagiar os nossos momentos.
Ninguém nunca ia saber o que tinha se passado naquele lugar que teríamos definido como infinito.
Aliás, não teríamos definido como um lugar.
Era um paraíso!
Era só o que sabíamos.
Não sabemos pra onde, não sabemos quando, sabemos que vamos...
Para qualquer lugar que tem uma lua.
Mas se você preferir, qualquer lugar que exista um sol;
No entanto seríamos injustos com as estrelas;
Então qualquer lugar que existir a três coisas;
Assim juntaríamos tudo e faríamos do infinito algo que nem o tempo poderia determinar as horas. Não existiria cronometragem.
Afinal de contas, as horas não importariam naquele momento, não importariam nunca.
Daí, bolaríamos qualquer plano, mesmo que eles não tivessem em nossos planos.
E mais tarde falaríamos qualquer besteira para que o silêncio e o tédio não pairassem naquele momento em que preferíamos ficar acordados.
Já seria tarde apesar de não sabermos as horas.
Sabíamos apenas que já havia passado muito tempo.
Ninguém nunca poderia plagiar os nossos momentos.
Ninguém nunca ia saber o que tinha se passado naquele lugar que teríamos definido como infinito.
Aliás, não teríamos definido como um lugar.
Era um paraíso!
Era só o que sabíamos.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
O dom que as estrelas não me concederam.
Nesses últimos dias encontrei pessoas.
Sim! Falei com elas.
Nesses últimos dias implorei centavos ao mendigo
Sim! Eu perdi tudo.
E quando digo perdi tudo, quer dizer que não tenho mais nada.
O que me acalma é as estrelas que apesar de tudo brilham a todo instante em que aparecem.
É difícil ter esse dom das estrelas.
Brilhar sempre é uma qualidade que não foi concedida aos humanos.
Dos muitos em que temos, não possuímos um único e mais intenso.
O que nos frustra quase que sempre quando não conseguimos ser perfeitos e brigamos conosco o tempo inteiro.
Eu me exijo sempre.
Eu me destruo sempre.
Mas nem sempre me tenho novamente.
Sim! Falei com elas.
Nesses últimos dias implorei centavos ao mendigo
Sim! Eu perdi tudo.
E quando digo perdi tudo, quer dizer que não tenho mais nada.
O que me acalma é as estrelas que apesar de tudo brilham a todo instante em que aparecem.
É difícil ter esse dom das estrelas.
Brilhar sempre é uma qualidade que não foi concedida aos humanos.
Dos muitos em que temos, não possuímos um único e mais intenso.
O que nos frustra quase que sempre quando não conseguimos ser perfeitos e brigamos conosco o tempo inteiro.
Eu me exijo sempre.
Eu me destruo sempre.
Mas nem sempre me tenho novamente.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Minhas ideias nunca correspodem aos fatos.
Quando acordei numa manhã nublada, me levantei e percebi que o quadro que eu sempre via na parede não estava mais lá.
Era tão lindo, porque teria sumido?
Era uma paisagem que eu não cansava de comtemplar.
O quadro revelava uma vida útopica que eu desejara ter por muito tempo.
Nesse dia em que meu quadro sumiu, eu não desejava a vida do quadro, apenas o quadro.
Nunca quis tanto apenas ver algo, quero sempre tocar, sentir, viver.
Nesse dia eu só queria ver.
Passou o dia, eu fui dormir, quando acordei o quadro ainda não estava lá.
Ele tinha realmente sumido.
Como que as coisas somem assim?
Me perguntava sempre.
Resolvi perguntar às pessoas que moravam comigo se tinham visto meu quadro. Mas elas diziam sempre que não e não lembravam de quadro nenhum.
Será que esse quadro era coisa da minha imaginação?
Não! Não é possível! Como eu veria uma coisa inexistente?
Mas o fato é que minhas ideias nunca correspodem aos fatos.
Ainda otimista e crente em confirmar a real existêcia do quadro,resolvi olhar nas fotos em que tirara no meu quarto há alguns dia atrás.
Ele não estava na foto.
Ele não estava lá.
Quis acreditar que meu quadro era tão explendor que não saíria numa pobre foto.
O meu quadro ou suposto quadro era implagiável,iresistível,magnífico,puro,mágico,imcomum.
Pena que ele só existia em uma época.
A época que a felicidade habitava em mim.
Era tão lindo, porque teria sumido?
Era uma paisagem que eu não cansava de comtemplar.
O quadro revelava uma vida útopica que eu desejara ter por muito tempo.
Nesse dia em que meu quadro sumiu, eu não desejava a vida do quadro, apenas o quadro.
Nunca quis tanto apenas ver algo, quero sempre tocar, sentir, viver.
Nesse dia eu só queria ver.
Passou o dia, eu fui dormir, quando acordei o quadro ainda não estava lá.
Ele tinha realmente sumido.
Como que as coisas somem assim?
Me perguntava sempre.
Resolvi perguntar às pessoas que moravam comigo se tinham visto meu quadro. Mas elas diziam sempre que não e não lembravam de quadro nenhum.
Será que esse quadro era coisa da minha imaginação?
Não! Não é possível! Como eu veria uma coisa inexistente?
Mas o fato é que minhas ideias nunca correspodem aos fatos.
Ainda otimista e crente em confirmar a real existêcia do quadro,resolvi olhar nas fotos em que tirara no meu quarto há alguns dia atrás.
Ele não estava na foto.
Ele não estava lá.
Quis acreditar que meu quadro era tão explendor que não saíria numa pobre foto.
O meu quadro ou suposto quadro era implagiável,iresistível,magnífico,puro,mágico,imcomum.
Pena que ele só existia em uma época.
A época que a felicidade habitava em mim.
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