sábado, 19 de novembro de 2011

A doce melodia de uma tragédia.

Marionetes enfeitados em demasia já não satisfazem o teatro humorístico.
Nossa peça que delimita-se entre o riso e as palmas já não encontra abrigo em nossa alma.
Quem anda agradando-a são os finais não felizes.
Notórios pela tragédia e ávido pelo não clichê.
Sorrir já não é tão divertido quanto a seriedade de um espetáculo.
A calma não é concedida dessa forma.
Será que é valido contrariar o riso e sua causa?

Acostume-se ao chão.
A moda do não clichê.
Acostume-se a brindar a tragédia de um triste final.
Acostume-se.


Ou não.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Parou, olhou, sorriu e foi embora.

E assim se baseou o fim de um início mal começado.
O tempo decretou que apenas o breve seria propício aos casos felizes.
E mais uma vez tomou a atitude mais importuna para o momento.
Sempre escolhe ser causa e consequência do que decreta.
E mais uma vez, escolhe não pedir permissão.
Resolve praticar a não hesitação. Como eu.
Como as flores, os animais, e o mar.
Que são resolvidos pela natureza do instinto.

O amor se torna um instinto.
E extinto pela distância.


As palavras são alvo do mais forte impulso que um ser humano pode carregar.
E o sofrimento vem carregado automaticamente.
Por fim, enfim, meu bem.
Prometo que veremos o pôr e o nascer do sol, as ondas e a calmaria do mar, a qualquer dia que o tempo resolver ser solidário para com os casos felizes mal começados.
Prometo.
Fala que só por hoje você vai lembrar?
Rir e lembrar.