Cores em válvulas sombrias.
Mais uma vez.
Mais outra vez, eu vejo.
Não suporto mais qualquer visão em cor que me chame a atenção.
Vou adentrá-las da ausência tua.
Os olhos serão meus reféns.
Reféns que só existem pela condição de serem apenas reféns.
Meus reféns.
A ausência cura.
Mas os olhos ainda são reféns.
Meus caros reféns.
Acostumaram-se com o fato de existir sob uma condição apenas.
E as cores já não voltaram mesmo.
Os olhos, caros olhos, reféns que são, existentes sob a condição de não ser.
Não mais dilatam, pois, sob condição nenhuma.
Mesmo assim os olhos ainda são os olhos;
A cores ainda são as cores;
E quanto a ausência...
Ah! Esta têm a frênquencia mais admirável.
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