quarta-feira, 13 de julho de 2011

Milhões de frases sem nenhuma cor.

Cores em válvulas sombrias.
Mais uma vez.
Mais outra vez, eu vejo.
Não suporto mais qualquer visão em cor que me chame a atenção.
Vou adentrá-las da ausência tua.
Os olhos serão meus reféns.
Reféns que só existem pela condição de serem apenas reféns.
Meus reféns.
A ausência cura.
Mas os olhos ainda são reféns.
Meus caros reféns.
Acostumaram-se com o fato de existir sob uma condição apenas.
E as cores já não voltaram mesmo.
Os olhos, caros olhos, reféns que são, existentes sob a condição de não ser.
Não mais dilatam, pois, sob condição nenhuma.
Mesmo assim os olhos ainda são os olhos;
A cores ainda são as cores;
E quanto a ausência...
Ah! Esta têm a frênquencia mais admirável.

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