quarta-feira, 13 de julho de 2011

Milhões de frases sem nenhuma cor.

Cores em válvulas sombrias.
Mais uma vez.
Mais outra vez, eu vejo.
Não suporto mais qualquer visão em cor que me chame a atenção.
Vou adentrá-las da ausência tua.
Os olhos serão meus reféns.
Reféns que só existem pela condição de serem apenas reféns.
Meus reféns.
A ausência cura.
Mas os olhos ainda são reféns.
Meus caros reféns.
Acostumaram-se com o fato de existir sob uma condição apenas.
E as cores já não voltaram mesmo.
Os olhos, caros olhos, reféns que são, existentes sob a condição de não ser.
Não mais dilatam, pois, sob condição nenhuma.
Mesmo assim os olhos ainda são os olhos;
A cores ainda são as cores;
E quanto a ausência...
Ah! Esta têm a frênquencia mais admirável.

domingo, 3 de julho de 2011

A cada passo, espaço.

As tuas mil atitudes incertas me deixariam apreensivas, caso eu não te conhecesse.
Mas é que você sabe, amor...
Sei exatamente o seu próximo passo agora.
Ah! E não me chama de amor também.
Só eu sei o quanto você banaliza essa palavra.
Nos olharemos fixamente agora, mas você não vai me dizer nada.
O silêncio será destrutivo por um momento.
Só que agora você sorrir.
Seu sorriso é lindo, amor. Mas esperava mais!
Sabes bem o quanto finges bem, não é mesmo?
No entanto, eu finjo melhor.
Faço parecer que não me importo.
Faço parecer que estou feliz.
Faço parecer que está tudo indo perfeitamente bem.
Desculpa, amor.
Mas do nosso caso banalizado só eu sei sobre você.
E terminado todo o momento "feliz", queria dizer pra não me olhar mais, preferi guardar outras lembranças que não seja a do teu olhar sem expressão.
Olhos vazios, incrédulos e superficiais.
Mas como manda nosso caso, corresponderei o teu olhar.
Pode ir agora.
Deixarei as tuas interpretações sobre mim em aberto, e quando resolver me entender como eu te entendo, espero que eu ainda esteja fingindo ao dizer que não me importo.