terça-feira, 2 de novembro de 2010

Apelando para metáfora.

Teus olhos grandes e profundos e tão vastos que se ficássemos olhando demais podiam entrar e sem perceber, afogar-se num mar de amor romântico.
Talvez o pleonasmo seja a saída mesmo.
Romantismo nunca se fez como parte das ideias, que referindo-se ao meu eu lírico, a mim pertenceram.
Mas é que se teus olhos fossem um pouco menores não haveria como neles entrar e tampouco se afogar.
Se é que tu me entendes.
Escrevo-te aqui todas as palavras que restaram do platônico amor que um dia existiu entre dois seres distintos como sol e lua.
Que por mais distintos que podiam parecer de uma certa forma , ou melhor dizendo, de uma forma certa completavam-se até demais.

...Os olhos já não podem ver...
Quando as vozes das pessoas que mais amo parecem sussurros irritantes.
Como? Se outrora elas te faziam tão bem?
Parece que só uma voz interessa.
Mas um dia isto vai falecer no triunfo de um momento, calando-se como calei ao enxergar os maiores e profundos olhos que já conheci.

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