Diverso, pocesso é o verso
À duras penas mal sabia
Escrever se faz processo
Reconstituição, reparação
Tudo era inconcluso
Até conseguir libertação
Vigia rima com fingia
Em qual verdade se encaixam
As palavras dessa língua
Nem de longe falam
Se busco símbolos
Me falta linguagem
Mas se me prendo à isso
O excluo de várias tribos
A verdade é que não sei
Tampouco entendo
Quais versos
Vão soar mais sinceros
Se eu decido declarado
Sentimento desprendido
Pareço fazer pouco caso
Do turbilhão que há comigo
quarta-feira, 27 de julho de 2016
Um amigo fumante
Mapeava o local em um trago
Andarilho solto era o amigo
Que precisava de cigarro
Meia volta ali, à espreita
Esperava não está à mercê
Depois de feito a cabeça
Ritual que mistura fumaça
Depois da primeira
A outra era a que anulava
Queres um? Perguntava
Com um aceso em minha frente
Mas era tão dele a cena
Que estragar não tinha em mente
segunda-feira, 25 de julho de 2016
Decisão arriscada
Se você sumir eu juro que te esqueço.
Mudo o cabelo, troco o endereço.
Faço as pazes com aquele rapaz
Corro o risco e volto ao cais.
Mudo o cabelo, troco o endereço.
Faço as pazes com aquele rapaz
Corro o risco e volto ao cais.
Comigo funciona a presença.
Falta de contato, ou de tato,
você sabe, não tenho paciência.
Falta de contato, ou de tato,
você sabe, não tenho paciência.
Também não gosto de ladainha.
Quando volta e faz o arrependido,
perceberás a vaidade comigo
Cabelo comprido e nova companhia.
Quando volta e faz o arrependido,
perceberás a vaidade comigo
Cabelo comprido e nova companhia.
Mas isso tudo é mania minha.
Remediar o trágico, e te atentar
ao caso de querer sumir,
quando decidiu me amar
Remediar o trágico, e te atentar
ao caso de querer sumir,
quando decidiu me amar
Bom humor matinal
Enquanto corria a água límpida
um verso gritante cantarolava
Dentro de mim havia música,
mas
ela vinha de fora
E o líquido jorrava, o sol refletia.
Adentrava sem se preocupar.
O silêncio cortante que antes existia
Não tinha água, nem aurora
Muito menos verso de música
Deixando beleza rústica, foi embora
Agora, o instante que se refaz
é feito de mar como outrora.
É feito de céu,
E toda a energia que ele traz
E o líquido jorrava, o sol refletia.
Adentrava sem se preocupar.
O silêncio cortante que antes existia
Não tinha água, nem aurora
Muito menos verso de música
Deixando beleza rústica, foi embora
Agora, o instante que se refaz
é feito de mar como outrora.
É feito de céu,
E toda a energia que ele traz
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